Lisbela e o Prisioneiro é um filme nacional de comédia romântica de 2003. Ele conta com a direção de Guel Arraes e traz em seu elenco Selton Mello, Débora Falabella, Virginia Cavendish, Bruno Garcia, André Mattos, Tadeu Mello, Heloísa Perissé e Marco Nanini.

Enredo de Lisbela e o Prisioneiro

A trama de Lisbela e o Prisioneiro gira em torno de Lisbela (Débora Falabella), a filha de um delegado de uma cidade do interior do Pernambuco, e Leléu (Selton Mello), um vigarista que ganha a vida viajando por pequenas cidades do sertão nordestino e aplicando golpes. Os destinos de ambos se cruzam no momento em que Leléu chega na cidade de Lisbela com um show de circo. E, é claro, como todo bom clichê, o amor acontece ao primeiro contato.

O filme vem com aquela pegada regionalista, assim como O Alto da Compadecida, também de Guel Arraes. E é possível enxergar a semelhança no estilo das duas obras. Elas são dinâmicas, rápidas, calorosas, e trazem vários clichês reunidos, mas de uma forma que só Guel Arraes consegue fazer. É, sem dúvidas, um clássico brasileiro apesar de alguns erros com a abordagem do regionalismo e a forma como o Nordeste é retratado em alguns pontos. No entanto, como a intenção é aquela comédia forçada que traz vários estereótipos, dá para deixar passar.

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Elenco e Personagens

Como foi dito anteriormente, é um clichê, mas a forma como ele é executado é que muda tudo. Os personagens nos arrancam boas risadas. Lisbela é a mocinha quase que perfeita e Leléu é o vigarista carismático por quem tomamos empatia logo de início e perdoamos seus golpes, chegando até a torcer por ele.

Por outro lado, tem os “vilões” como é o caso do personagem de Nanini, ou então o Douglas, que é descrito como o playboy metido a carioca que passou um mês no Rio e voltou falando cantando.

Todas as atuações são de tirar o chapéu. Selton vem de O Auto da Compadecida também com um personagem nordestino, mas diferente em alguns aspectos de Leléu, que é mais confiante, mais astuto. A diferença fica clara e a associação de um personagem com o outro vem apenas pelas circunstâncias.

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Direção e Fotografia de Lisbela e o Prisioneiro

A direção, novamente, é de Guel Arraes, que fez uma adaptação bem legal da obra de Osman Lins. Mas, como foi dito no primeiro tópico, ao seu estilo completamente único de fazer comédia. Não é à toa que Lisbela e o Prisioneiro e O Auto da Compadecida sejam dois dos filmes nacionais mais aclamados. Sua fórmula é diferente, é mais calorosa e o dinamismo deixa tudo mais fácil de fluir.

Além disso, ele traz uma metalinguagem ao falar de cinema e fazer referência a produções cinematográficas dentro do próprio filme para justificar alguns acontecimentos.

A fotografia é aquela clássica de filmes nacionais, bem fiel às cores reais, um pouco mais vibrante e com bem clara.

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Cenografia e Figurinos

Por fim, a cenografia traz uma representação das cidades nordestinas de interior, com casas simples, ruas pequenas e as roupas tão simples quanto. Algumas um pouco estereotipadas, mas nada muito ofensivo.

E então, o que você achou de Lisbela e o Prisioneiro? Conta pra gente nos comentários!

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