O livro que dizem ter inspirado Jogos Vorazes. O ano era 1997 quando Koushun Takami publicou a obra que trouxe grandes polêmicas e sucesso na época (ganhando até mesmo adaptação para mangá e cinema).

Battle Royale foi uma história criada para um grande concurso da época e só não ganhou o grande prêmio por conta de seu conteúdo pesado e assuntos delicados. A obra contém violência, suspense, críticas sociais e jovens que correm em busca da sobrevivência. Compre o livro na Amazon aqui.

Ficha Técnica

Título: Battle Royale

Título original: バトル・ロワイアル (Batoru Rowaiaru)

Autor: Koushun Takami

Editora: Globo Livros

Páginas: 665

Ano de lançamento: 1997

Enredo

A história se passa numa República da Grande Ásia distópica em que o Japão era um país totalitário que, como forma de alistamento militar, reunia jovens estudantes do nono ano em ilhas secretas para se matarem até que sobrasse apenas um único sobrevivente.

Claramente, o programa servia apenas como uma manobra para que o governo controlasse a população (e principalmente os jovens) para que não houvesse revoltas contra o regime.

Os alunos e as escolas participantes são escolhidos aleatoriamente, sem que ninguém além do governo saiba. Em um dia que era para ser divertido, em que todos estavam indo para uma excursão, os alunos e o professor são desacordados com a ajuda de um gás dentro do ônibus escolar.

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Ao acordarem, estão todos em uma sala de aula desconhecida com coleiras que podem explodir a cada desobediência que cometerem e, em frente a sala, ao lado dos militares do governo, ali está o corpo esquartejado do professor da turma.

A regra ali é certa: todos devem obedecer horários, não podem tentar fugir e nem pedir ajuda e é proibido que todos permaneçam vivos, caso contrário, a coleira explodiria todos automaticamente. Era necessário que restasse apenas um sobrevivente.

Toda a matança e a busca pela sobrevivência era transmitida para a televisão para toda a população do país como se fosse um Reality Show, o que deixa a situação mais mórbida ainda.

Personagens

O livro é enorme e isso é justificável quando pensamos o quão minucioso o livro é em questão de descrever os personagens. Takami consegue fazer com que saibamos da personalidade e história de vida dos 42 alunos (além de traçar um perfil psicológico do líder do Programa).

O livro sempre intercala de capítulo em capítulo para todos os personagens da história e, além de nos mostrar quem são eles, também nos apresenta a vida daqueles jovens fora do ambiente escolar e as relações que cada um possui um com o outro.

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É impressionante a dicotomia feita na obra: aqueles alunos em suas vidas normais versus os mesmos alunos nessa situação de pressão e sobrevivência, em que não podem confiar em ninguém mais.

Além disso, é através dos personagens que o autor retrata a sociedade japonesa na época, óbvio, com esteriótipos fortes como: os jovens que desde cedo se metiam em gangues, jovens que vivem sob pressão de serem adultos bem-sucedidos, garotas que desde cedo estão numa vida de prostituição e aquelas extremamente puritanas, e também o jovem inteiramente ligado na cultura ocidental. Sem contar, claro, na crítica contra a política que pode ser vista expressa no governo presente no livro.

Escrita do autor

Koushun Takami descreve a morte de cada um dos 42 estudantes além de traçar coisas sobre cada personagem e descrever o momento presente pelo qual a história está se passando.

Não fica algo cansativo de se ler, pois sua escrita é leve e a forma como expõe é ágil. Todas as mortes descritas são chocantes e/ou crueis, mas sempre carregam algo a mais como a emoção presente no livro ou a emoção que sentimos após criar apreço pelo personagem.

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O autor não foca tanto em explicar como é a sociedade dessa distopia criada e muito menos o impacto causado na população quando o Reality tem sua estreia de tempo em tempo. Talvez houvesse aí uma maior preocupação em deixar o livro muito complexo e fora do foco principal, já que a obra tem como objetivo falar apenas dos alunos e de como o Programa funciona, de mostrar as mortes tão crueis e gerar um choque e um impacto no leitor.

A obra é um clássico e vale muito a pena ler, é diferente de tudo que está por aí no mercado literário mesmo que exista obras atuais que têm a mesma ideia do que Battle Royale foi. Já leu? Qual sua opinião? Deixe um comentário!

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1 COMENTÁRIO

  1. achava q o mangá era o percussor gostei muito, pois agora vou largar mao de ler the witcher q ta legalzinho e ler isso aí , espero q o final do livro seja diferente do mangá.

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