Um serial-killer que jamais foi capturado, conhecido pelos 6 assassinatos que cometeu em Whitechapel, em 1888. Ele já na faixa de seus sessenta anos e sabe que sua morte está próxima. Então resolve documentar sua história para que o Jack Estripador seja revelado como um fechamento necessário em sua vida.

Não se sabe dizer a veracidade dos fatos abordados, pois o autor James Willoughby Carnac, como se chamava Jack Estripador, não tem registros. Sua existência é uma grande incógnita. Esses relatos detalhados sobre sua vida e sobre os crimes tem uma riqueza e informações que fazem com que seja tudo questionável.

De início, ele relata a sua infância difícil, coisas que viveu e que fizeram com que seu fascínio por sangue e facas fosse despertado.

O autor, já em uma certa idade, faz questão de mencionar por diversas vezes sua não experiência como escritor para, caso alguma informação faltante ou algo do gênero surja, o leitor não se “irrite”. Entretanto, a escrita é boa e clara, o que faz pensar se não foi de fato escrito por alguém que quis escrever sobre o Jack Estripador. Mas isso não saberemos…

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Ele decide estudar medicina por ser a profissão de seu pai e algo muito próximo do que gostava. Na faculdade, ele cortou partes humanas porém não vivas, obviamente, o que lhe trouxe grande frustração. Em seus relatos, ele diz que não carrega rancores ou magoas, mas é algo mais forte, como um prazer em ver uma pele macia sendo rompida por uma lâmina bem afiada, e a imagem do sangue…

(Sim, ele romantiza um crime, com algo muito maravilhoso, chega a ser repulsivo). Como um viciado sem suas drogas, era ele perto de alguém que instigasse seu vicio por cortar a pele. Ele acredita que essa fixação seja algo herdado de seus antepassados como “praga”. Ele não tem culpa de ser quem ele é.

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As vítimas são escolhidas de forma aleatória, para que não haja alguma ligação sua com seus “indivíduos”, como ele os chama.

Admitirei  a propensão , mas certamente eu não deveria ser demasiadamente culpado por uma propensão implantada em mim através de meus ancestrais, não é? Eu não pedi por essa propensão e seria inquestionavelmente mais feliz sem ela. Sim, eu sei, ó leitor, que “se espera” que lutemos contra nossas tentações, e não tenho dúvidas que você lutou contra as suas. Mas eu me arrisco a pensar que você nunca teve uma tentação como a minha.”

Um livro perturbador e que te faz pensar como uma pessoa consegue chegar a esse grau de frieza e monstruosidade, a ponto de relatar com orgulho seus feitos.

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Inevitavelmente, te prende, impossível não querer imaginar o que passa em sua cabeça e qual desfecho a história vai ter. Não bastasse alguns detalhes que trazem incômodos, o livro possui imagens das vítimas de Jack Estripador, assim que são encontradas.

No próprio livro temos o posicionamento das pessoas que deram de cara com o manuscrito e levantaram hipóteses e questionamentos plausíveis sobre a existência de Carnac. Mas sendo ou não verídico, o livro é completo e tem um final muito surpreendente, se não for ficção tem tudo para ser.

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