ATENÇÃO A Resenha a seguir é referente ao primeiro episódio da primeira temporada de Lovecraft Country.

Lovecraft Country teve seu primeiro episódio lançado em 16 de agosto de 2020. A criação é assinada por Misha Green e Jordan Peele e produzida por J.J. Abrams e seu elenco é composto por Jonathan MajorsJurnee SmollettCourtney B. Vance, Michael Kenneth Williams, Aunjanue Ellis, Abbey Lee, Wunmi Mosaku, Jada Harris, entre outros nomes.

Enredo de Lovecraft Country

Lovecraft Country é uma adaptação de um livro de mesmo nome e acompanha Atticus (Jonathan Majors), um ex-militar que acabou de voltar da guerra das coreias e voltou a sua terra com o objetivo de procurar seu pai desaparecido. Ele vai ter a companhia do Tio George (Courtney B. Vance), um guia que escreve green books, mapas que ajudam negros a driblar a segregação. Além disso, temos Letitia (Jurnee Smollett) uma ativista. Todos os personagens são negros e o contexto é em uma época em que a segregação era permitida por lei e, durante essa viagem, não só vão enfrentar o racismo, mas também monstros que parecem ter saído das paginas dos contos de H. P. Lovecraft.

O episódio começa lento e calmo com bastante paciência. No entanto, a partir do momento em que a viagem começa, o ritmo apresenta uma crescente constante, com a tensão cada vez maior e o suspense que deixa o telespectador na ponta da cadeira.

Elenco e Personagens

Não é atoa que racismo e H. P. Lovecraft estão ligados. Isso porque esse é um dos elementos principais de sua obra, já que as aberrações são a representação de seus temores e fobias de raça. E não é só com negros, em suas histórias há um claro preconceito com poloneses, mexicanos, portugueses e judeus. Para verem apenas um exemplo, tirado do conto Herbertb West Reanimator, que, diga-se de passagem é um ótimo conto e inclusive é citado no início do episódio.

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O conto

Dando uma breve contextualizada: Herbertb West é um estudante de medicina que, durante seus estudos, fascinou-se pela vida e pela morte. Em muito tempo, fez experimentos com animais, mas logo depois começou a fazer experimentos com humanos clandestinamente na sua própria faculdade, o que causou a sua expulsão. Nas suas tentativas de desenvolver um soro para reverter a morte, ele encontra um operário negro que morreu em uma luta de boxe clandestina entre operários.

E isso que o narrador (assistente de West) conta quando o encontra morto “O Negro foi nocauteado, e em um breve exame nos revelou que ele assim ficaria permanentemente. Ele era uma coisa grotesca, parecida com um gorila, com braços anormalmente longos que eu não podia evitar de chamar de patas dianteiras e um rosto que conjurava reflexões a respeito dos indizíveis segredos do Congo e batuques de tambor sob uma lua pavorosa. O corpo deve ter parecido ainda pior em vida – mas o mundo contem muitas coisas feias”.

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E todos esses elementos, o racismo, o antissemitismo e os próprios monstros são praticamente outro personagem que tenta a todo momento matar os protagonistas. Não há um antagonista (pelo menos não por enquanto) e sim um conjunto de vários. Os personagens em geral são muito bem apresentados, e pelo menos o Atticus (Jonathan Majors) ganha um pouco de profundidade, mas ficaram muitas perguntas. Ademais, há muita coisa para ser esclarecida sobre a Letitia (Jurnee Smollett).

Afinal, seu passado ainda ficou meio obscuro, mas tudo isso com certeza vai ser desenvolvido nos próximos episódios. Dessa forma, com certeza o protagonismo vai passar de um para o outro. As atuações são muito boas, mas há uma que chama muito a atenção, que é do Jamie Harris (Sheriff Hunt), onde sua participação é curta, porém assustadora.

Direção e Fotografia de Lovecraft Country

A direção é muito boa e enquadra muito bem os elementos presentes nas cenas. Inclusive, nas cenas de tensão, traz um clima claustrofóbico com a câmera muito próxima dos personagens, limitando a visão do público. Dessa forma, a câmera não se mexe tanto, então não espere longos planos sequências. No entanto, com isso, o peso que cai sobre a montagem é muito maior. Mas isto não se torna um problema, porque a montagem é muito boa e precisa com o ritmo da cena e com a trilha sonora que, diga-se de passagem, é muito boa, indo de rap atual a Chicago Blues.

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Além disso, a trilha é sutil, com instrumentos de cordas, porém tensa, mas muito tensa. Por fim, algo que chama um pouco a atenção são os efeitos especiais muito bem feitos, tanto nos monstros, quanto em outros elementos. Um exemplo é aquela abertura que mistura H. G Hells com um pouco de Ray Bradbury e que possui a presença ilustre do impronunciável Cthulhu, que talvez apareça aqui em outra ocasião, um pouco mais sinistra.

A fotografia traz uma sutileza muito interessante. No início, em Chicago, dá pra ver uma tonalidade de cores mais vívidas, mais saturadas. Porém, ao longo da viagem, essa cor vai se esvaindo com o tempo e ficando cada vez mais fria.

Cenografia e Figuinos

A série, que se passa na década de cinquenta, possui uma direção de arte rica em detalhes da época, como carros, casas, vestidos, a roupagem em geral, etc. Tudo isso é muito rico em detalhes, o que contribui e muito para a construção da história.

E você? O que achou da série? Conta pra gente nos comentários.

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