Limitado e sem muita graça. Assim é Mamãe: Operação Balada.  O filme vende noções arcaicas de papéis de gênero em nome de risadas que nem sempre acontecem.

Ao que parece, a ideia inicial era ser sobre “alguma coisa”, inspirar, entreter e, inclusive, incorporar elementos cristão. No entanto, essa foi uma ideia bem infeliz.

Mamãe: Operação Balada cai em muitos erros dentro do clichê repetitivo e ruim. A mãe que fica em casa, exausta; o bem-intencionado pai ausente; o melhor amigo volúvel; a anfitriã do restaurante exuberante. Isso sem contar nos pontos em que abordam a religião tão dentro do surrealismo.

Basicamente, a moral da história é: não saia. Porque se você sair, as portas do inferno vão se abrir e tudo de ruim poderá acontecer.

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Essa é a lição que Allyson (Sarah Drew, de “Grey’s Anatomy”) aprende de maneira difícil (e sem graça). Uma mãe de três filhos, suburbana e casada, cujo marido (Sean Astin) geralmente está fora em viagens de negócios. Allyson se esforça para encontrar tempo e inspiração para ser uma blogueira de site sobre maternidade, mas ela geralmente está perseguindo seus filhos ou limpando suas bagunças.

Os diretores AndrewJon Erwin, trabalhando a partir de um roteiro de Jon Erwin Andrea Gyertson Nasfell, frequentemente descrevem o caos da vida cotidiana de mãe de família com palavras que surgem na tela, gráficos bonitinhos e muita narração maníaca e excessivamente explicativa.

Uma única coisa legal no início de Mamãe: Operação Balada é que o filme revela uma pedra reconhecível da verdade: que as mulheres são duras consigo mesmas e têm expectativas irreais sobre ser todas as coisas para todas as pessoas em todos os momentos.

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Mamãe: Operação Balada é uma comédia que não faz muito sentido

Na desesperada necessidade de algum tempo, Allyson se ATREVE a organizar uma noite com duas mães igualmente sobrecarregadas. Uma é sua melhor amiga de infância, a tonta Izzy (Andrea Logan White) e a esposa do pastor, Sondra (Patricia Heaton, que também é uma das produtoras do filme). Sim, se ATREVE, porque sair significa deixar as crianças sob os cuidados de seus maridos, que são totalmente incompetentes. O marido de Allyson prefere jogar videogames, e o marido de Izzy (Robert Amaya) tem medo de seus gêmeos.

De qualquer forma, as três mulheres de fato se encontram em apuros. Não porque tenham feito algo errado, mas porque continuam tentando fazer algo certo. Isso inclui uma parada em um estúdio de tatuagem, uma perseguição policial envolvendo um táxi e uma minivan, um confronto com uma gangue de motoqueiros e, eventualmente, prisão.

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Nada disso é tão excitante quanto parece. As palhaçadas são todas tristemente sem sentido. O pior é a mensagem final inconfundível: o lugar de uma mulher é em casa, não fora com as amigas em uma noite divertida e tranquila.

 

 

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