Filmes sobre esportes são produções muito esporádicas da indústria de entretenimento indiana. É uma ideia rara quando se trata de televisão. Mas com a explosão de opções na cena digital, há mais espaço para experimentar e assumir riscos com histórias. A Netflix, deu esse ousado passo com Manju, adaptação para tela do romance Selection Day, de Arvind Adiga.

O livro em si tem personagens malucos, ritmo lento e histórias confusas. Mas a série adaptada parece mais nítida em comparação. A força dos episódios também está no elenco que dá autenticidade à história e a torna um pouco relacionável.

O enredo de Manju trata do amadurecimento de dois irmãos, Radha (Yash Dholye) e Manjunath (Mohammad Samad). Seu pai, Mohan Kumar (Rajesh Tailang) treina estes meninos implacavelmente, impiedosamente para se tornarem os melhores do mundo.

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Manju é uma adaptação muito melhor estruturada que o livro em que foi baseada

Com a idade de 15 anos, esses garotos vão para Mumbai para que possam jogar críquete e ser elegíveis para participar do Dia da Seleção. Se chegarem aos três finalistas, entre centenas de jogadores que participam de testes, eles receberão contratos profissionais, um passo mais perto de se tornarem parte do Team India.

Mas as coisas não são tão simples assim. Manju está desesperado para sair e traçar seu próprio caminho. No entanto, ele não pode fazê-lo sem ajudar seu irmão a obter independência de seu pai.

Mohammad Samad, como protagonista, transmite o rebelde razoável nos episódios iniciais. Ele é um dos poucos personagens da série que vai fazer você querer terminar esta temporada.

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O mesmo não pode ser dito sobre seu irmão na tela Yash Dholye. Ele é tem as expressões faciais mais endurecidas. Não desenvolve bem os diálogos e a interpretação. Manjrekar e Shah são veteranos e isso mostra o porquê de suas performances impecáveis.

O único problema em Manju é a pressa. O prazo de 22 a 25 minutos deveria ter sido estendido para dar algum espaço ao entendimento dos motivos do garoto amar a ciência e detestar secretamente o críquete. Precisamos de mais.

 


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