Marshall – Igualdade e Justiça é um drama jurídico produzido em 2017. O longa está agora disponível no TeleCine Play. Possui classificação indicativa de 14 anos.

Sobre o Enredo

Marshall – Igualdade e Justiça, dirigido por Reginald Hudlin, é um filme biográfico com foco na vida de Thurgood Marshall (Chadwick Boseman), um juiz americano e o primeiro afro-americano a servir na Suprema Corte dos Estados Unidos.

A narrativa do longa se passa no ano de 1940 e Thurgood, um jovem advogado da NAACP (Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor), viaja pelo país para defender os negros vítimas de preconceito racial.

Enquanto a nação está prestes a se envolver na Segunda Guerra Mundial, Marshall é enviado a Connecticut para defender Joseph Spell (Sterling K. Brown), um homem negro que trabalha como motorista e é acusado de estuprar sua patroa, uma mulher branca chamada Eleanor Sturbing (Kate Hudson). Spell é acusado ainda de tentar matá-la, mas ele mantém sua inocência em todas as acusações.

As probabilidades de comprovar a inocência do homem parecem difíceis e ficam mais ainda quando o juiz (James Cromwell) determina que Marshall não terá permissão para falar no tribunal.

Marshall é, dessa forma, obrigado a colocar, como principal advogado, o judeu Sam Friedman (Josh Gad), aumentando um elemento extra dramático que é explorado pelo roteiro, considerando que ou filme se passa em 1940, no meio da Segunda Grande Guerra.

Além de tudo isso, está o fato de se Marshall perder esse caso, a NAACP pode ser fechada. E pairando sobre tudo está a grande questão: Spell é realmente inocente?

O roteiro do filme é habilmente escrito. Nas falas dos personagens, o público poderá perceber todo o racismo que pairava no ar da sociedade estadunidense da época.

Elenco e Personagens

O personagem de Thurgood Marshall foi criado para mostrar a luta contra o preconceito racial nos Estados Unidos além de grandes nomes como Martin Luther King e Malcom X.

Chadwick Boseman mostra ao público todo o talento de sua interpretação. Apesar dos muitos termos jurídicos, Boseman se concentra muito mais na luta do homem negro perante uma sociedade que o oprime e que, nesse caso, não o deixa nem ao menos ter uma voz no tribunal.

Sterling K. Brown também interpreta um personagem chave para o desenrolar da trama: Joseph Spell. Spell sofre com uma acusação de seus patrões, mas afirma ser inocente durante todo o processo.

Josh Gad também interpreta um dos protagonistas: o advogado judeu Sam. Não é a toa que seu personagem foi construído como um judeu: o filme se passa em plena Segunda Guerra Mundial, em que as perseguições ao povo hebreu eram constantes e terríveis.

Os personagens de Marshall – Igualdade e Justiça são muito bem pensados. Todos possuem um propósito especial além daquele que é mostrado de forma explícita ao público.

Direção e Fotografia

Reginald Hudlin é o diretor de Marshall – Igualdade e Justiça. Hudlin se utiliza, aqui, de sequências simplistas compostas de close-ups para criar um drama especial, que se concretiza ao longo da narrativa.

O diretor constrói os diversos aspectos de sua narrativa visando sempre fazer uma crítica a uma situação que, infelizmente, tende a se repetir ainda hoje. Reginald Hudlin fez parte de um importante movimento de cineastas afro-americanos no início dos anos 1990 e traz um vigor nítido em sua produção.

A direção também posiciona a câmera em muitos momentos contra a luz para aumentar a impressão de ameaça ou importância de certos personagens. As expressões faciais dos personagens também recebem destaque através de recortes da câmera.

A fotografia sabe utilizar a iluminação a seu favor. Nas cenas mais dramáticas do filme, o espectador pode perceber que a luz é utilizada em menor escala.

O mesmo acontece com a paleta cromática: em cenas de drama e emoção, as cores tendem a ser mais escuras.

Cenografia e Figurinos

A cenografia possui grande importância e destaque em Marshall – Igualdade e Justiça. Os cenários são construídos com propósitos específicos que contribuem para a construção da crítica do longa.

A localização geográfica dos cenários é muito importante na narrativa, já que Connecticut é um dos estados do norte dos EUA (entre Massachusetts e Nova York), em que o imaginário popular afirma que não houve racismo, algo imediatamente desmistificado pelo filme.

A corte é o principal e mais recorrente cenário do filme. Nela acontece o julgamento que Marshall deve defender, mesmo sem poder usar sua própria voz. Os principais diálogos do filme também acontecem aqui.

Os figurinos são corretos, mas não possuem nenhum destaque específico. Na corte, predominam roupas formais, como ternos nos homens e vestidos nas mulheres.

As roupas daqueles que acusam Spell se destacam por serem típicas de pessoas das classe mais altas e, em sua maioria, brancas dos Estados Unidos.

E você, o que achou do filme? Conte pra gente!

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