Maska é um filme LEGENDADO de comédia romântica indiano que foi disponibilizado na Netflix em 27 de março de 2020. A produção apresenta a história de um jovem que almeja ser ator mas precisa lidar com a pressão da mãe para assumir o negócio da família.

Sobre o Enredo

Rumi é um rapaz criado por sua mãe Diana, que há muitos anos está viúva. Exigente e extremamente protetora, ela pressiona o filho a assumir o legado da família de seu pai, um restaurante iraniano chamado Rustom Café.

Entretanto, o jovem deseja se tornar um ator de sucesso e decide lutar por este objetivo, mesmo que isso signifique contrariar sua mãe. Ao iniciar os estudos em um curso de atuação, conhece Mallika e logo eles iniciam um relacionamento.

Os dois resolvem morar juntos para lutar por vagas no ramo da atuação, porém, enquanto Mallika consegue bons resultados, Rumi acumula decepções e negativas em seus testes. Após vários meses de luta, ele conhece um diretor com um bom projeto de filme, mas que precisa de orçamento para realizá-lo. Ele decide buscar fundos para investir no projeto e em troca, protagonizaria o filme com Mallika.

Após ver no café uma boa oportunidade de negócios, aproveita que a namorada vai viajar a trabalho e volta para casa e começa a trabalhar no café, mostrando que o talento para a cozinha está no sangue. Neste tempo, começa a conviver com Persis, uma jovem apaixonada pela história e cultura Parsi. Conhecendo um pouco mais sobre o que ela faz, percebe que o café de sua família é um lugar importante para muitas pessoas e se questiona se seria certo abrir mão daquele lugar.

Em suas conversas com o pai falecido, ele tenta convencê-lo que suas atitudes são certas e tudo o que faz é pensando no futuro de sua mãe e em realizar seu sonho, porém, o sábio e engraçado Rustom, sempre busca dar bons conselhos ao filho.

Sobre a Temática

A história começa com um rapaz que deseja ser ator, porém se vê dividido entre o que quer fazer e o que a mãe quer que ele faça. Esta premissa inicial do enredo acomete muitos jovens, que ficam confusos, seja porque os pais querem que o filho siga um negócio de família ou porque eles resolvem palpitar na carreira que ele deve seguir. Certamente você conhece alguém que passou por isso ou é esta pessoa.

A ideia do diretor poderia ter dado certo, mas não foi o que aconteceu. Primeiramente, devemos considerar que o filme é fofo, engraçado em alguns momentos, mas falta profundidade. Além disso, o triângulo amoroso entre Persis, Rumi e Mallika é “sem sal”, forçado e sem graça.

O ponto positivo fica nas interações de Rumi com os pais, rendendo momentos em que vemos algum tipo de emoção dos personagens. Diana é super protetora, quer que o filho siga as tradições da cultura de seus antepassados, enquanto Rustom dá um toque de graça ao filme, porém sempre buscando direcionar o filho.

Sobre o Elenco e Personagens

Sem dúvidas, o elenco mais experiente é aquele que salva um pouco o filme. Diana, personagem da atriz Manisha Koirala é intensa, tem amor por sua cultura e é obcecada pelo filho e a ideia de que ele deve se parecer em tudo com seu falecido marido. Koirala entrega ao público uma boa atuação, chamando a atenção.

Em certos momentos, o personagem Rustom dá as caras, mostrando graça e arrancando algumas risadas do público. Javed Jaffrey aproveita de toda a sua experiência para deixar seu personagem marcante.

Rumi, protagonista do filme, é um jovem egoísta e que aparentemente só pensa nele. Os melhores momentos de atuação de Prit Kamani foram com os atores citados acima. Shirley Setia até faz um bom trabalho mostrando o amor de Persis por sua cultura, em alguns momentos, a interação da sua personagem com o personagem de Kamani é fofa, mas não passa muita veracidade. Nikita Dutta também traz uma personagem sem profundidade, e o relacionamento de Mallika com Rumi não convence.

Sobre a Direção e Fotografia

O enredo desenvolvido por Neeraj Udhwani a princípio poderia ser bem interessante, mas acaba se perdendo em meio a tantas cenas sem profundidade e que não cativam o público. Teria sido uma boa oportunidade de tratar a temática da pressão colocada no jovem para que se coloque imediatamente no mercado de trabalho, mas a ideia falhou.

A fotografia do filme é clara e suave, mostrando alguns movimentos de câmera acelerados para mostrar a passagem dos meses e focados e lentos em momentos como quando finalmente Rumi resolve colocar a mão na massa (literalmente), em que a câmera tenta passar toda a sensação de que aquele é um momento importante.

Sobre a Cenografia e Figurinos

A cenografia do filme é algo que muitas vezes nos faz pensar. A casa da família de Rumi e o restaurante nos remetem algo antigo, que não condiz com o momento em que o filme se passa. Porém, em certos momentos, como por exemplo quando Rumi e Persis vão até uma balada, voltamos para o século XXI.

O figurino mostra mulheres vestidas conforme o costume da região, entretanto percebemos que Persis se veste de maneira normal, embora viva e conviva com estas pessoas. Rumi geralmente veste roupas normais, porém sem muito atrativos, visto que está usando peças de seu pai. Por sua vez, o homem que sempre aparece com a mesma roupa, usa camisa xadrez e suspensório.

 

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