Em Mogli: Entre Dois Mundos, o menino-lobo é apresentado como um bebê coberto de sangue. É o sangue de sua mãe, morto pelo feroz tigre Shere Khan (Benedict Cumberbatch). Assim é o desenrolar da história: Mogli será perseguido e ameaçado até que um ou outro acabe morto.

“Natureza, vermelho no dente e nas garras”, assim poderia ter sido o princípio orientador por trás do roteiro de Callie Kloves e da direção de Andy Serkis.

No filme podemos ver, além dos outros personagens significaticos, o amigo pantera de Mogli, Bagheera (Christian Bale), Baloo (Serkis) e os macacos que tiram o garoto do chão da selva e o levam para um covil sombrio.

Não há nenhuma renderização de tela do clássico de Rudyard Kipling. Não há elementos do épico da Disney de 2016. E certamente não há a desenvoltura da versão animada da Disney de 1967, amada por gerações. Mogli: Entre Dois Mundos é bem sombrio e selvagem e, surpreendentemente, pensativo.

Veja Também!  Ficha Técnica | Zoe e Raven - 2ª Temporada (Original Netflix)

Serkis, mais conhecido por suas performances de captura de movimento como Gollum na série “O Senhor dos Anéis” e César na trilogia “O Planeta dos Macacos”, usou imagens geradas por computador para tornar animais falantes assustados e substanciais.

Mogli: Entre Dois Mundos traz a busca por descobrir quem se é exatamente

Como personagem-título, o ator nascido em Nova York Rohan Chand, de 14 anos, lida com as exigências físicas do papel. Ele corre pelo mato de quatro, balança nas árvores, etc. com uma impressionante capacidade atlética. É notável que sua atuação entrega as batidas emocionais com impressionante convicção.

É um papel exigente em que Mogli, criado por lobos, deve lutar para descobrir quem ele é e como ele se encaixa na selva. “Eu não sou homem, mas também não sou um lobo”, declara.

Veja Também!  Cinema | Aquaman - Dica da Semana (13/12)

E python Kaa (Cate Blanchett), uma personagem literalmente hipnótica, diz: “Acho que todos podemos concordar, Mogli, que você é algo que a selva nunca viu antes”.

Em Mogli: Entre Dois Mundos, o garoto passa pelo processo de definir a si mesmo. Essa premissa talvez seja o ponto-chave com o qual muitas pessoas se identificam.

É um bom filme, apesar de pequenos detalhes, se comparado com as versões anteriores, que não o deixam ser excelente.

 
Siga o Entreter-se também no Google Notícias, CLIQUE AQUI e em seguida aperte em "Seguir"   
 

ARTIGOS RELACIONADOS

1 COMENTÁRIO

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here