Depois do sucesso da boa Marianne, outra série francesa chegou a Netflix e, para nossa sorte, não decepcionou. Mais voltada para os adolescentes e com um tema sobrenatural e um tom muito sombrio, Mortel tem tudo para conquistar não só o seu público alvo. Protagonizada por Carl Malapa, Némo Schiffman e Manon Bresch, estreou dia 21 de novembro e tem classificação indicativa de 18 anos.

Enredo

A trama gira em torno de Sofiane e Victor, dois garotos completamente diferentes, que não se falavam, mas, por causa de uma “ajudinha” do além, acabam se aproximando.

Após o desaparecimento do irmão mais velho, Sofiane está disposto a fazer tudo o que puder para encontrá-lo, sem se importar com as consequências. Em uma atitude quase desesperada, ele e Victor fazem um pacto com uma entidade muito perigosa, que promete levar de volta o irmão de Sofiane, com a condição de que este mate alguém em seu nome. Sacrifício. Uma alma por outra. Um jogo perigoso, que pode ter consequências terríveis.

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Elenco e Personagens

As atuações, em sua maioria, são boas e são pontos fortes da série. O trio principal trabalha muito bem. Sofiane (Carl Malapa) e Victor (Némo Schiffman) são personagens um tanto caricatos (principalmente Sofiane, que é aquele típico adolescente revoltado), pouco trabalhados pelo roteiro e chamam pouco a atenção. Ainda assim, os atores são bons e conseguem convencer, além de conquistarem o público, que torce para que os personagens consigam o objetivo. Mas o destaque mesmo vai para Luisa (Manon Bresch), personagem simples, mas um pouco mais trabalhada que os outros, mais aprofundada. A atriz trabalha muito bem, passa muita verdade e cativa o espectador.

Direção e Fotografia

A direção conduz bem a série, mesmo com alguns problemas no roteiro. Mortel tem uma narrativa bem feita, não enrola e nem corre demais. Tem apenas 6 episódios, é uma série rápida e não se torna cansativa. Pelo contrário: é uma trama que prende. A fotografia e os efeitos visuais são pontos muito positivos da produção, estão bem feitos e contribuem demais para a atmosfera sombria e sobrenatural da obra. Não é um terror que assusta, mas usa bem a tensão e o medo do desconhecido para prender o espectador. Apesar de ter uma história simples e pouco trabalhada (um dos pontos fracos), os mistérios que rodeiam a trama deixam tudo mais interessante e aguçam a curiosidade do espectador.

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Cenografia e Figurino

Os cenários passam, basicamente, pelas casas de alguns personagens (principalmente dos protagonistas) e a escola, com foco maior no quarto de Victor (aonde ficam suas pinturas nas paredes e podemos conhecer um pouco melhor o personagem) e nos objetos e símbolos religiosos da avó de Luisa, os quais são muito importantes para que se entenda algumas partes da história. Os figurinos são compostos de casacos, jaquetas e outras roupas de frio, e conseguem se encaixar muito bem com a personalidade de cada personagem.

Se tivesse uma história mais elaborada e bem feita, Mortel teria um resultado muito melhor. Apesar desse ponto negativo, é uma boa série, com boas atuações, bela fotografia, ótimos efeitos visuais, uma narrativa fluida e simples e com uma atmosfera de terror bem feita.

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