Mystic Pop Up Bar é uma série de televisão Sul-Coreana que está sendo transmitida pela Netflix. Os episódios estão saindo aos poucos, então são, por enquanto, dois capítulos de pouco mais de uma hora disponíveis. Por esse motivo, é importante salientar que esta resenha será feita com base nos dois primeiros episódios e atualizada aos poucos, na medida em que a série for sendo completada.

Sobre o enredo de Mystic Pop Up Bar

A série inicia em um período mais anterior, quando a Coreia do Sul ainda era governada por reis e rainhas. O público é introduzido e apresentado a Wol Joo (Hwang Jung Eum), uma moça que possui habilidades que vão além do véu que separa os humanos e os seres superiores. Ela é uma apanhadora de sonhos e ajuda as pessoas da aldeia a curarem suas mágoas. Mas o problema se inicia quando a moça, ainda solteira, é chamada para velar o sono do jovem príncipe herdeiro e ambos se apaixonam, fazendo com que um falatório maldoso se inicie na cidade. Então, a mãe da jovem decide mandá-la para viver com seu tio em outra vila, quando um incêndio se inicia em sua casa, matando sua mãe. Por fim, a jovem resolve tirar sua própria vida na árvore sagrada que protegia a vila.

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Então, somos transportados anos a frente, quando vemos a mesma Wol Joo, mas agora como um espírito, presa no mundo dos vivos. Sua punição? Confortar e coletar as mágoas de 100.000 pessoas. Faltando apenas 10 pessoas e um mês para completar sua pena, ela já se encontra desesperada porque, com a mudança dos tempos, as pessoas já não se abrem tão facilmente para estranhos. Então, é quando ela conhece o rapaz Han Kang-Bae (Sungjae), que possui uma conexão e visão aberta para o mundo pós-vida. Isso faz com que ele possua a habilidade de fazer com que as pessoas se abram com ele apenas com o toque. Aterrorizado com essa habilidade e desolado por não conseguir manter contato físico com ninguém, ele firma um acordo com a apanhadora de sonhos para que ajude-a a consolar as últimas 10 pessoas em troca da cura de sua própria condição.

O roteiro tem alguns erros, mas consegue desenvolver bem

O roteiro é assinado por Bae Hye-Soo (webcomic) e Ha Yoon-A. Ambos conseguem trabalhar de forma muito dinâmica e envolvente a história, apesar de alguns diálogos um pouco plastificados, mas é algo que parece ser comum em dramas coreanos, ainda mais aqueles com uma pitada de comédia, que é o caso de Mystic Pop Up Bar. Então, não há o que apontar como erro neste aspecto, mas pode ser algo que desagrade algumas pessoas. Por fim, é importante salientar que a primeira parte da série, o prólogo, é bem artificial, o que não consegue prender muito a atenção do espectador logo de início.

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Elenco e personagens

Os personagens principais e aqueles mais sérios possuem um trabalho mais natural por parte da direção e de seus interpretes. Porém, aqueles que estão ali para alívio cômico são apresentados ao público de forma exagerada, por muitas vezes até desconfortável de ser assistido. Assim como certos momentos em que os protagonistas passam por emoções que permitem a abertura para momentos de comédia. É tudo um pouco exagerado demais. Mas Hwang Jung Eum é um destaque. A moça consegue ir da dor ao sarcasmo em sua personagem em questão de minutos, e tudo é muito bem percebido pelo expectador. Ela é fácil de ser lida.

Direção e fotografia de Mystic Pop Up Bar

É Jeon Chang-Geun quem senta na cadeira da direção de Mystic Pop Up Bar. O cineasta trabalha da mesma forma que já é possível ser visto em outros dramas sul-coreanos: muito visual. Isso porque pensamentos são traduzidos em textos expostos na tela, letras pulam, a câmera e os efeitos visuais seguem os sentimentos dos personagens e o trabalho com o elenco consegue ser um pouco artificial em algumas partes. É quase como assistir a um anime, mas em formato live action. Entretanto, não é sempre que a direção se expressa dessa forma, a série consegue apresentar belas montagens de cena e um ótimo trabalho com a fotografia e suas cores.

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Cenografia e figurinos

Os figurinos nos mostram diferentes versões das roupas utilizadas pelos jovens coreanos. São moletons, blusas grandes, terninhos, vestidos espalhafatosos e alguns culturais, como roupas de luto que são mostradas no segundo episódio. É uma forma de trazer a realidade coreana para a telinha.

Por fim, a cenografia conta com elementos bem normais da realidade do país, como ruas, parques, casas, mercados. Mas também é muito bem trabalhado nas partes em que há dimensões diferentes e tempos diferentes, como acontece com os flashbacks de Wol Joo.

E então, você está acompanhando Mystic Pop Up Bar? Conta para a gente o que achou!

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3 COMENTÁRIOS

  1. Ansiosa pelos outros episódios, adorando…sair um pouco do universo Hollywoodiano e descobrir q existe talentos e bons filme fora desse universo tem sido um experimento sensacional.

  2. Sou fanática por séries estrangeiras e é a primeira sul-coreana que assisto.
    Morro de rir!
    Acho que parece um desenho animado…
    Adorando. É uma bobagem, é. Mas diverte!

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