A mais nova série da Netflix é uma produção original japonesa que traz uma temática um tanto inusitada. Nós Temos um Grande Problema conta a história de um jovem casal e é uma série imprópria para menores de 18 anos.

Kumiko (Natsumi Ishibashi) e Kenichi (Aoi Nakamura) se conhecem quando a garota passa a morar no prédio do menino por conta da faculdade. No começo, Kenichi oferece ajuda à garota para montar um armário e acaba ficando em sua casa mais tempo do que Kumiko gostaria.

Gradativamente, ambos se envolvem e, como a garota mesmo fala “quando não estávamos em sala de aula, estávamos grudados o tempo inteiro”. Logo depois, eles passam a ter relações sexuais. Ou tentam pelo menos. E essa é a grande questão de Nós Temos um Grande Problema. Somos apresentados a ela logo na primeira cena quando Kumiko está desesperada porque não consegue realizar sexo vaginal com seu marido.

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Nós Temos um Grande Problema é lento, mas engraçado

A série tem uma narrativa terrivelmente lenta. É provável que não prenda a sua atenção por muito tempo. Mas preciso dar os devidos créditos à construção interessante que ela traz. Porém, como o assunto é sempre a problemática sexual, fica um pouco repetitivo.

Contudo a direção faz um bom trabalho. Os cortes de cena e a mentoria sobre os atores ficou realmente bem legal. Só que o roteiro é tão devagar que tal apreciação torna-se bem difícil.

Nós Temos um Grande Problema tem um visual bem bonito

O fato de trazer uma cultura diferente é bem interessante. Os cenários são lindos e os figurinos são bem simples. Mas há momentos em que a cultura japonesa é ressaltada, o que traz roupas mais elaboradas.

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Além disso, a fotografia faz um ótimo trabalho com o enquadramento amplo. Podemos perceber a cena inteira e como uma frase dita por um dos personagens afeta o outro visto que a percepção é por completo. Contudo a película é pouco saturada e bem amarelada, o que potencializa a sensação de lentidão do seriado.

Sobre o trabalho de elenco na série

A série é, basicamente, sobre o casal. Logo, o que mais avaliamos é a atuação de ambos. Aoi Nakamura é muito bom. Sua atuação é o que, sinceramente, salva muitas das cenas. Não que Natsumi Ishibashi seja uma atriz ruim, mas a falta de expressões incomodavam.

Aoi consegue cativar o espectador com sua atuação leve e natural. Já Natsumi apenas engata do quarto episódio para frente.

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Enfim, a série até tem alguns pontos bons e uma temática engraçada, mas não é exatamente um sucesso no quesito roteiro. Pode ser bem difícil assisti-la.

 
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8 COMENTÁRIOS

  1. Resenha bem fraca. Não sei o quanto a autora entende da cultura japonesa e da forma narrativa geral que as séries e/ou “doramas” de lá são feitos, mas Nós Temos um Grande Problema é sim envolvente, faz com que você acompanhe e tente analisar as atitudes do casal.
    A atriz Natsumi Ishibashi fez um excelente trabalho, pois retratou fielmente as emoções e angústias pelas quais sua personagem passava, a “falta de expressão” que foi citada é justamente resultado do histórico familiar e emocional que a personagem possui.
    Enfim, é uma excelente produção da Netflix, já que saiu do básico no que se refere as produções japonesas.

    • Oi, Marcos, tudo bem? Obrigada pela crítica <3 Prometo que vou me aprofundar mais no assunto e me atentar nas próximas resenhas. Um abraçooo

  2. Verificar o significado de “pedante”. O termo não se encaixa na frase. Parece utilizado incorretamente, já que o termo pedante nomeia a pessoa que aparenta ter conhecimentos que não possui, na realidade. Portanto dizer que “pode ser bem pedante assisti-la” não faz sentido.

    • Oi, Lena. Obrigada pela observação! Realmente estava utilizando de forma errada o termo. Peço mil desculpas pelo mal entendido. Já corrigi ;)

  3. Desculpe, o texto é fraco. Passou a impressão de não ter se aprofundado no tema. Está criticando detalhes técnicos de uma série que é japonesa e tem outro tipo de construção narrativa. A série fala sobre construção de intimidade entre duas pessoas, é muito mais que o tema óbvio, o figurino e o fundo amarelado. Artisticamente tem uma estética japonesa e é bonito sim, é só sairmos da nossa bolha “fast food”

    • Oi, Paula, tudo bem? Entendo completamente a sua opinião, mas eu sigo um padrão nas resenhas e preciso analisar todos os pontos da produção, inclusive os mais técnicos como fotografia e figurino. Agradeço muito pelo seu comentário e prometo que vou me atentar a explicitar mais o fundo crítico das obras nas próximas resenhas. Um abraço e muito obrigada de verdade pela crítica <3

  4. Eu li essa resenha antes de assistir e em parte foi bom, porque o fato de ter me deixado sem muitas expectativas contribuiu para que eu me surpreendesse ainda mais! Já esperava o ritmo lento característico das produções orientais mas nessa série eu acho que foi na medida certa. Acredito que vc não deva ter nenhuma experiência pessoal com depressão (ainda bem) mas a atriz principal retratou perfeitamente toda a angustia, o vazio e as tentativas frustradas de se preencher com algo. As perspectivas de cada um, a influência das figuras paternas nas crianças e posteriormente adultos, a transição dos personagens de quase adolescentes para jovens e depois adultos, foi tudo feito de uma forma muito suave, natural e ainda assim impactante. O final foi como uma luz no fim do túnel depois de todo o sofrimento reprimido por ambos

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