O Aprendiz de Feiticeiro é apenas um filme para Sessão da Tarde. Com uma premissa de que o garoto bobão é o herdeiro de um importante título e que ele salvará o mundo de uma enorme ameaça, tudo parece um pouco previsível demais. Porém, ainda sim, o entretenimento vale a pena.

O filme nos conta como o jovem Dave (Jay Baruchel), ainda criança, entra em contato com Balthazar Blake (Nicolas Cage), discípulo de Merlin. Isso porque, quando o jovem entra em uma loja de antiguidades, o feiticeiro vê nele a possibilidade de encontrar o primeiro merliano. E é então que toda a nossa jornada começa.

Após o primeiro encontro com o que viria a ser seu professor nas artes mágicas, o garoto fica com traumas durante toda a sua infância. Porém, quando mais velho, reencontra-se com o personagem de Cage e passa a finalmente entender sua importância dentro da história. É aí que mentoria se inicia e vemos tudo o que deveria ser a trajetória de Dave.

O roteiro de O Aprendiz de Feiticeiro é bom, mas morno

Doug Miro, Matt Lopez e Carlo Bernard definitivamente não criaram um blockbuster. O roteiro de O Aprendiz de Feiticeiro segue um molde pronto e não apresenta nada que traga um brilho a mais para a narrativa. Inclusive, a primeira parte dela é um pouco confusa, o que demonstra uma tentativa falha de manter um mistério quanto aos motivos reais de todos os acontecimentos.

Já a direção de Jon Turteltaub conseguiu deixar o roteiro morno um pouco mais interessante e talvez tenha sido o que salvou o filme. A escolha dos atores foi perfeita e o posicionamento de câmeras, a escolha das locações e a forma como o visual do filme foi apresentado foi muito bom.

Falando em visual, a estética do filme, inclusive, não fica para trás. Para a época, 2010, os efeitos especiais são muito bons e os cenários foram grandiosos. Além disso, o figurino de Balthazar traz aspectos bem legais referentes ainda à época medieval.

O elenco, em grande parte, não decepciona

Cage, como sempre, parece estar um pouco no piloto automático. A sensação que passa é a mesma de outros vários personagens que interpretou. Mas algumas cenas de comédia exigiram mais do ator e trouxeram uma leveza maior ao personagem. Já nosso protagonista, Jay Baruchel, consegue incorporar muito bem o estudante de física atrapalhado e apaixonado pela personagem de Teresa Palmer, que também não tem muito destaque quanto à atuação.

Bom. no geral é um bom filme, mas poderia ter tido mais aprofundamento. Talvez, com um trabalho de roteiro um pouco melhor, ele tivesse sido mais bem recebido por um grande público.

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