O Diário da Princesa é um filme, digamos, feito para aquelas meninas que nunca sonharam em ser uma princesa. Dirigido por Garry Marshall e estrelado por Anne Hathaway e Julie Andrews, foi lançado no ano de 2001 e tem classificação livre.

Enredo

Amelia, mais conhecida como Mia, é uma garota de 15 anos que mora com a mãe e seu gatinho Fat Louie, nos Estados Unidos. Tímida, ela nunca gostou de chamar atenção, preferindo estar, sempre que possível, “invisível”. Embora isso acontecesse a maior parte do tempo, o jeito super atrapalhado da adolescente sempre encontrou uma forma de roubar os holofotes para ela, e da pior maneira. Tudo muda radicalmente quando a menina recebe a visita de sua avó, Clarisse Renaldi, a qual chega com a notícia que mudaria a vida de Mia para sempre: ela era, na verdade, filha do príncipe da Genovia, um pequeno país, situado entre a França e a Espanha.

Quem, aos 15 anos, pensava que se tornaria realmente uma verdadeira princesa? O que para muitas sempre foi um sonho, para Amelia estava se tornando realidade. Melhor dizendo: um pesadelo se tornando realidade. Pois era exatamente assim que ela enxergava isso. Como uma adolescente totalmente atrapalhada, sem jeito, que queria e gostava de ser invisível, que só queria levar uma vida normal, conseguiria governar um país? De repente, toda a vida de Mia virou de cabeça para baixo. E ela precisava tomar a decisão mais difícil de sua vida: ser ou não a princesa de Genovia?

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Elenco e Personagens

Os atores trabalham muito bem. Mesmo com um elenco secundário relativamente fraco, o principal consegue sustentar muito bem o filme. Julie Andrews (Clarisse) e Anne Hathaway (Mia) estão perfeitamente encaixadas em seus papéis e se torna impossível imaginar outras atrizes em seus lugares. Realmente impossível. Ambas trabalham de forma brilhante. São atuações críveis e bem feitas, passam verdade e naturalidade, em cena, e elas têm muito carisma e muita química juntas. As duas realmente encantam, individualmente e como dupla.

Clarisse Renaldi é uma mulher elegante e rígida, mas que sabe o momento certo de ser doce e gentil, principalmente com sua neta. Apesar de ser extremamente importante para ela e para Genovia que Amelia assuma o trono, a avó não pressiona a garota e deixa que ela decida o que quer. Andrews parece realmente uma rainha, com uma atuação simples, mas muito elegante e delicada. Não poderíamos esperar menos de uma das maiores estrelas da história do cinema.

Mia é uma adolescente atrapalhada, insegura e extremamente tímida. Tanto que não consegue falar em público sem passar mal, desmaiar ou sair correndo. Ela tem todas as características que uma princesa “não deveria” ter, segundo o padrão de contos de fadas e histórias do tipo. E ela é uma princesa! Hathaway tem uma atuação maravilhosa e consegue segurar o peso de ser protagonista, logo no início da carreira. Ela faz uma construção de personagem belíssima, que mostra muito bem as camadas da personalidade de Mia, inclusive no seu processo de transformação. A atriz consegue nos fazer rir e nos emocionar com a mesma facilidade e intensidade.

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Andrews e Hathaway, fazem, sem dúvidas, uma parceria que dá muito certo. Elas dão mais brilho à história e ao filme. Hector Elizondo, no papel de Joe Middleton, também vai muito bem. Ele é o “braço direito” de Clarisse e quem passa a cuidar de Mia, após a grande descoberta. Ele tem uma atuação discreta, que se encaixa perfeitamente com o personagem. Um ponto negativo é a falta de química entre Michael (Robert Schwartzman) e a personagem de Anne Hathaway.

Direção e Fotografia

A direção de Marshall é ótima. A narrativa é fluida, não corre e nem enrola demais. O filme não se torna cansativo, mesmo com quase duas horas. Muito pelo contrário: ele te prende e é difícil tirar os olhos da tela. Muito se deve às atuações, mas a história, a narrativa e a direção colaboram demais. Mesmo parecendo clichê e com algumas cenas um tanto exageradas e difíceis de acreditar, o roteiro é ótimo e muito bem trabalhado. A trilha sonora está praticamente perfeita e se encaixa muito bem no longa. A fotografia é simples, suave, delicada, elegante, mas, também, muito colorida, em alguns momentos: é muito bem encaixada na essência do filme.

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Cenário e Figurinos

O figurino passa, basicamente, pelos uniformes da escola de Mia e pelas roupas elegantes de Clarisse e seus funcionários. A personagem de Hathaway se divide entre o consulado da Genovia, sua casa e a escola, então, ela, na maior parte, está de uniforme. Há, também, as roupas elegantes do baile e do jantar, organizados por Clarisse, e as roupas de banho da festa na praia. Os cenários são, em sua maioria, a escola, a casa de Mia, o consulado e as ruas de São Francisco.

Apesar da mudança física desnecessária que a protagonista sofre no filme, O Diário da Princesa quebra muitos estereótipos de uma princesa, impostos pelos contos de fada.  Mia é o oposto das personagens dessas histórias, o que mostra que qualquer uma pode ser uma princesa. O longa também passa mensagens de amor, amizade e altruísmo muito bonitas: que se deve valorizar quem realmente está do seu lado e ser mais altruísta, não pensar apenas em si mesmo. O Diário da Princesa é um belíssimo filme, que diverte bastante, arranca boas risadas, emociona e ainda te faz refletir.

E você? Já viu o filme? Conte pra nós o que achou!!

 

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