O Grinch é um filme estranho e sombrio no começo e parece que dedicou enormes recursos para ser assim.

Quem quer saber de um enredo sobre uma criatura “azeda” que vive no topo de uma montanha de lixo, assusta crianças, é cruel com seu cachorro e rouba presentes de Natal? Bem, há um final feliz. Até mesmo a “inocente” garotinha que acredita que o “bichinho” pode não ser de todo ruim. Mas não há muita felicidade antes do final, e a garotinha é mais um dispositivo de enredo do que um personagem.

 

O Grinch é interpretado por Jim Carrey. Ele pula, cai, contorce-se, é zuera, faz careta, insulta, voa pelo ar e cava túneis através da montanha de lixo, fica preso nas chaminés e explode o tempo todo. Ufa! Deu canseira só de relembrar!

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O filme usa cenários gigantes, muitos efeitos especiais e truques de fotografia para criar Whoville. Esta é uma “cidade” que está dentro de um floco de neve, e onde todos os Whos vivem alegremente, preparando-se para o Natal. O Grinch vive em uma caverna na montanha de lixo que se ergue sobre a cidade, meditando sobre velhas feridas e dores de infância.

Mas a felicidade abaixo dele é tão insuportável que o bichinho desce até a cidade e rouba todos os presentes de Natal. Somente a fé tocante da pequena Cindy Lou Who (Taylor Momsen) o redime.

O Grinch deveria ser mais alegre e menos focado no rancor do personagem principal

 

O filme parece ter gravado através de um filtro sutil que apenas embaça e o resultado não é alegre. Todos os personagens têm narizes que parecem focinhos atrofiados de porco. Isso seria bom se as pessoas gostassem de focinhos de porco atrofiados. No entanto, fica bem horrível quando não se gosta.

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Deveria haver mais cenas estabelecendo certa simpatia pelo Grinch, menos cenas estabelecendo sua maldade. Talvez até mais cenas para fazer as pessoas da cidade parecerem interessantes. Quem sabe um design de produção mais alegre e um visual mais brilhante no geral?

Não dá para ter certeza, mas é possível que muitas crianças vejam este filme com perplexidade e desgosto. Não é muito divertido.

Os adultos podem apreciar o notável desempenho de Carrey de uma forma intelectual e obviamente seu esforço supremo. No entanto, o roteiro não dá nenhuma ajuda ao “bichinho”. Provavelmente, se tivessem seguido uma linha parecida com Meu Malvado Favorito, o resultado fosse melhor.

 

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