Martin Scorsese, Robert De Niro e Al Pacino, são apenas alguns dos nomes envolvidos em O Irlandês. E ter um time desses já é motivo suficiente para considerar assistir ao filme. Isso porque, afinal, são personalidades importantíssimas do universo cinematográfico. Mas a questão aqui é ainda mais profunda.

O Irlandês, assim como O Poderoso Chefão, de Coppola, fala sobre máfia. Porém Scorsese não procura aqui exaltar ou romantizar de alguma forma o tipo de organização. Muito pelo contrário. Enquanto a obra de Francis fala sobre amor, amizade, família e lealdade, a de Martin explora o afastamento, o custo do poder, o crime pelo olhar do público, a perda da família. Não há glamour e é isso que o filme tenta nos mostrar.

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O longa conta como o personagem de De Niro, Frank, passou de um motorista de caminhão, para um “pintor de paredes” assim como se autodeclarava. Logo no início, ele fala exatamente sobre essa definição e o que ela significa, nos introduzindo no que viria a ser a explicação para a solidão do personagem, agora em um asilo.

A estética de O Irlandês conversa com a narrativa

A direção de Scorsese é excepcional em todas as partes. A forma como Martin nos direciona através do trabalho de fotografia para a transmissão do sentimento e dos relacionamentos presentes nos faz entender mais da dinâmica do filme. Um exemplo é o enquadramento próximo, igualado de Frank e seus colegas, Jimmy e Russell. Por outro lado, o enquadramento de Sheeran e Peggy (sua filha, interpretada por Lucy Gallina e Anna Paquin), cuja relação está defasada por causa do trabalho do personagem, é de medidas diferentes, distantes.

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Além disso, cenários e figurinos são lindos, flutuando entre o momento presente a algumas décadas atrás. Eles nos ajudam a perceber quando essa mudança acontece. E isso é muito feito pelo roteiro de Steven Zaillian, que nos entrega a contagem da história de uma forma bem linear. Cada momento da narração de Frank nos leva a uma parte diferente de sua história. E, tudo isso junto, culmina em uma consequência única: a solidão de Sheeran.

Além de elogios, não há o que proferir sobre o elenco do filme

É muito importante salientar aqui que não só o elenco principal, composto pelos grandes nomes de De Niro, Al Pacino e Joe Pesci, como o elenco secundário, sendo os artistas presentes Anna Paquin, Stephanie Kurtzuba, Kathrine Narducci e até a jovem Lucy Gallina, forma todos excepcionais.

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A criação de toda a atmosfera do filme, é claro, em parte, pertence à estética. Mas nós sabemos que todo o glamour vem da atuação. Todo o elenco nos entrega verdade, intensidade. Sem dúvidas, é um filme que precisa estar na sua lista da Netflix, apesar de um único erro que é o tamanho da duração do mesmo.

 

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