Com seu romance mais famoso, O Nome Da Rosa, publicado em 1980, Umberto Eco realizou a difícil tarefa de unir a cultura acadêmica mais alta à cultura popular: seu livro, por um lado, pode ser lido como uma reconstrução histórica precisa sobre a Idade Média e um tratado sobre filosofia, mas por outro chega muito perto de uma história de detetive, como Sherlock Holmes, com um mistério e a dissolução do enigma da série de assassinatos.

Portanto, não é de se surpreender que o romance seja um dos maiores best-sellers de todos os tempos, nem que um grupo de produtores europeus quisesse fazer um filme a partir do volume do acadêmico. Em 1986 – apenas seis anos depois, então – o diretor francês Jean-Jacques Annaud levou o filme para as telonas.

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O filme se passa em 1937, estrelado pelo jovem Adso de Melk e seu professor Guglielmo de Baskerville ( em português, William ou Guilherme de Baskerville). Este último foi chamado a uma abadia beneditina para participar de uma reunião que decidirá o destino dos franciscanos, ainda não plenamente reconhecido pela Igreja. Porém, ao chegar na abadia, descobre-se que um monge havia sido morto.

Guglielmo, em seguida, começa o trabalho, mas sua investigação, vista não muito bem pelos monges do lugar, chega a um impasse, pelo menos até que um segundo crime ocorra. No local também há hereges pertencentes à seita dos Dulciniani, que parecem ser os principais suspeitos. Enquanto isso, Adso conhece uma camponesa, que o apresenta aos prazeres da carne.

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William continua investigando os crimes, o que o aproxima cada vez mais da impenetrável biblioteca do lugar, guardada pelo bibliotecário cego Jorge. Um livro pode desvendar o arcano, mas o volume é roubado antes de ser examinado. O abade que chamou William entretanto também convocou o inquisidor Bernardo Gui, que a captura os dois Dulciniani e a amante Adso, todos suspeitos dos assassinatos.

Mas quando outra morte exonera o condenado, Guilherme decide penetrar numa ala secreta da biblioteca: aqui Jorge explica o mistério. Depois de ter redescoberto o segundo livro da Poética de Aristóteles, centrado na estrutura e na função da peça, o monge decidiu matar todos aqueles que haviam lido o livro envenenando suas páginas. De fato, o mais velho acredita que o riso deve ser considerado uma blasfêmia e, portanto, o livro deve ser preservado a todo custo de olhos curiosos.

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Na confusão, Jorge incendeia a biblioteca, desaparecendo nas chamas, que também levam o inquisidor Gui. Para o casal de monges, não resta mais nada a não ser deixar aquele lugar amaldiçoado, Guglielmo mais triste do que quando ele chegou e Adso, que decide abandonar a mulher que ama.

 
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