O Poder de Diane marca uma promissora estreia do roteirista e diretor Fabien Gorgeart, que faz parceria estrela Coltilde Hesme. O filme faz um retrato bem observado de uma mulher, por vezes engraçada, que embarca em um novo romance ao mesmo tempo em que tem um bebê; embora não seja ela quem vai cuidar da criança.

O longa-metragem nos apresenta traços peculiares em suas cenas iniciais, mas vai se tornando bastante reflexivo e emocional ao passo em que os minutos se vão. O Poder de Diane é bem trabalhado e gira em torno da ímpar capacidade da atriz Hesme em oscilar entre os conflitos internos e seu humor cheio de excentricidade.

Diane (Hesme), de trinta e poucos anos, é vista pela primeira vez cruelmente insultando um cara em uma boate. A “doida” acaba ficando com ele alguns segundos depois. Em seguida, ela está na clínica local fazendo um ultrassom. É aí que descobrimos que ela está servindo de “mãe de aluguel” para o seu BFF, Jacques (Gregory Montel) e o namorado Thomas (Thomas Suire).

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Sem nenhum trabalho real ou tendo planos para o futuro, além de esperar para dar à luz, Diane em uma casa de campo de seus avós, isolada. Então ela conhece o eletricista Fabrizio (Fabrizio Rongione) e tem um caso complicado com o rapaz. Isso porque sua condição não a deixa ser livre, sentindo que seu corpo é quase propriedade de Thomas.

O Poder de Diane é um filme que mostra claramente o crescimento pessoal da personagem principal

Gorgeart consegue extrair o melhor do enredo em termos de risadas durante os primeiros minutos. Tal como em uma sequência em que Diane e Fabrizio praticam artes marciais juntos. Mas a narrativa muda de tom gradualmente à medida que o grande dia se aproxima.

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É só então que Diane parece perceber a magnitude de sua decisão de carregar o filho de outra pessoa e, nesse momento, ela e o público de repente começam a levar as coisas muito a sério.

Em filmes anteriores, Hesme revelou seu talento para interpretar parisienses que pareciam sair de um filme francês antigo. Há um pouco dessa escuridão em O Poder de Diane também, embora seja bom ver a atriz tentando algo além.

Apesar de o enredo ter originalidade, há uma frustração crescente em cada um que assiste a esse longa-metragem. É difícil ver uma pessoa potencialmente grande, incapaz de assumir o controle de sua própria vida e acabar sofrendo as consequências.

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Acabamos por esperar que uma criança mude tudo isso para Diane. E ainda bem que acontece. Mesmo que ela nunca seja uma mãe no sentido clássico, no final do filme, parece que a personagem finalmente amadurece.

 

 

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