Na 1ª temporada Once Upon A Time lutou para encontrar o equilíbrio entre os diferentes mundos. Houve uma tentativa de fundamentar a ação em Storybrooke no drama humano real, mas os roteiristas pecaram algumas vezes ao tentar fazer com que as coisas se tornassem mais emocionais.

No final da temporada, o Sr. Gold (Rumpelstiltiskin) trouxe magia de volta para a cidade, nos tempos atuais. A névoa fúcsia confirmou que a 2ª temporada foi preparada para consertar o que deu errado na 1ª. Ela traz novas aventuras, novos personagens, novas descobertas.

O título do 1º episódio, “Quebrado”, refere-se ao status da maldição de Regina depois das ações do Sr. Gold. A queda gradativa da rainha foi um desvio da narrativa habitual de Once Upon A Time.

A série já vem com a introdução de um novo personagem logo nas primeiras cenas. A identidade do papel de Raymond-James não é revelada logo de cara, mas o segredo em torno do personagem leva alguns a acreditar que ele é o filho de Rumpelstiltskin, Baelfire, que, como Emma, ​​foi transportado para o mundo “real”. Isso faz sentido, e ele definitivamente tem uma idade condizente.

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A difícil tarefa de Once Upon A Time em ser tão fantasiosa e fazer seus personagens coerentes ao mesmo tempo

Bom, já em Storybrooke todos os moradores começam a se lembrar de quem eram. É um momento até “emocionante”, digamos. As memórias vão voltando aos poucos, parentes e amigos vão se reconhecendo. Ginnifer Goodwin (Mary Margaret/Branca de Neve) realmente brilha nesta cena, especialmente quando Emma aparece e a mãe se reencontra com sua filha.

Há uma sensação real de amor quando os olhos dela se enchem de lágrimas, o que torna a reação de Emma um tanto quanto detestável. A mulher, que a vida inteira procurou pelos pais, agora que os encontra, não consegue se livrar da mágoa por ter sido “abandonada”.

Várias pessoas criticam a personagem, classificando-a como “chata”, “desnecessária”, mas não é bem assim. Coloque-se no lugar dela. Uma menina que cresceu ouvindo que tinha sido abandonada em uma estrada, viveu sendo rejeitada, vagando de lar adotivo em lar adotivo, tendo que enfrentar inúmeras dificuldades, de repente reencontra um filho e descobre que contos de fadas são reais, além de que seus pais não são nada mais, nada menos que a Branca de Neve e o Príncipe Encantado. Complicado ser justa e coerente nesse momento, não?

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Ok. Quando os personagens se lembram de tudo, se unem em um motim contra a Rainha Má/Regina. Eles vão até a mansão da prefeita para acabar com ela. Apesar da rixa e da briga declarada entre Emma e Regina por causa de Henry (disputa de amor de mãe), quem faz a coisa certa e impede os outros de matar a rainha? É ela mesma: Emma Swan! Essa atitude nos passa claramente a mensagem de que por pior que alguém seja, ele merece um julgamento justo e não simplesmente a morte.

Confusão, aventura, lição de moral e regras

Aliás, a série inteira é cheia dessas lições de moral e ensinamentos diversos que os contos de fadas tentam nos passar.

Ah, um detalhe… Tecnicamente quando a maldição foi quebrada era para a “mágica” voltar, como sempre acontece nos enredos de fantasia. Mas em Once Upon A Time existem regras que impedem os personagens de conjurar magias e invocar dragões logo de cara. Parece que Emma é a chave para restaurar a mágica (é claro). Quando ela toca Regina no final do episódio, é capaz de despertar os poderes da rainha.

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Além dos personagens de vimos na 1ª temporada, temos agregados na 2ª a Bela (Emilie De Ravin), Príncipe Philip (Julian Morris), Princesa Aurora (Sarah Bolger), Mulan (Jamie Chung), entre outros.

Com as tramas se enredando umas nas outras cada vez mais, um nó maior vai se formando em nossas cabeças. Ele se desfaz no episódio seguinte, mas outros entram no lugar.

Você já tentou explicar o enredo de Once Upon A Time em voz alta para alguém? Uma tarefa já difícil torna-se quase impossível após essa temporada. OK, isso não é tão ruim, pois traz emoção e prende o público de alguma forma. As pessoas querem ver mais para tentar entender o que aconteceu no passado. Querem ver para entender o porquê dos acontecimentos do presente. Querem ver para descobrir o que vem pela frente.

 
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