Once Upon a Time sempre foi uma série divertida para se ver em família. Mas a premissa é muitas vezes mais intrigante do que um simples entretenimento de fantasia. Ao menos até agora.

As três primeiras temporadas do fantástico drama foram preenchidas com reviravoltas que mudavam o tempo e que mudavam a realidade, que muitas vezes desenraizavam as memórias dos personagens de contos de fadas no centro de OUAT.

Essas reinicializações criaram um ambiente onde não importava onde os heróis fossem ou o que os vilões faziam. Eles se viam de volta como os personagens que estavam representando desde o primeiro dia.

Mas na 4ª temporada Once Upon A Time superou seu fundamento um tanto infantil e emergiu um drama mais sutil e autoconsciente que, por acaso, é sobre bruxas e anões – e, agora, uma princesa do gelo de Arendelle.

É isso mesmo, o mundo de Frozen foi introduzido no universo OUAT. Contudo, ao contrário de outras incursões da série em novas mitologias, a realeza de Arendelle é o primeiro elenco de personagens a ser adicionado sem ter que desviar completamente o resto do enredo.

Veja Também!  Resenha | Love Alarm – 1ª Temporada (Original Netflix)

Frozen se associa em Once Upon A Time, mas esse não é o destaque

O episódio começa com uma cena familiar para os fãs de Frozen. A morte dos pais de Anna (Elizabeth Lail) e Elsa (Georgina Haig).  Essas cenas podem, às vezes, ainda parecer caricatural, mas os fãs do musical da Disney certamente não ficarão desapontados com a interpretação dos personagens agora sagrados.

Haig evoca com sucesso a mesma regalia que sua contraparte animada, Idina Menzel. Lail emana a mesma efervescência que Kristen Bell trouxe para a tela grande como a ruiva.

Todos continuam em Storybrooke e os personagens aparentemente parecem mais calmos e íntimos do que eram no passado.

Os destaques da série continuam sendo Jennifer Morrison, com sua Emma Swan instável e por vezes saindo dos eixos. E também Lana Parrilla, que traz a quantidade certa de realismo para fazer as obras deliciosamente perversas da Rainha Má parecerem justificáveis.

Veja Também!  Resenha | Love Alarm – 1ª Temporada (Original Netflix)

Apesar das belíssimas atuações de quem entrou em Once Upon A Time agora, o enredo começou a despencar. Da metade dos episódios para o final, é notável a sensação de vazio, de preenchimento sem lógica das lacunas. Sim, lacunas aparecem e são muitas. Cansativo pode ser um bom adjetivo para o fim da 4ª temporada.

 

 

Siga o Entreter-se também no Google Notícias, CLIQUE AQUI e em seguida aperte em "Seguir"   
 

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.