Os irmãos Joel e Ethan Coen iniciaram sua carreira como diretores nos anos oitenta e foram responsáveis por filmes e personagens emblemáticos da história recente do cinema, como é o caso de O Grande Lebowsky (1998). As temáticas de seus filmes varia muito, passeando por todos os gêneros, mas o estilo autoral dos seus filmes permanece em cada um. Foi em 2007, no entanto, que os irmãos lançaram o maior filme de sua carreira, tido por muitos como um clássico já no ano de lançamento: Onde os Fracos Não Têm Vez.

O filme se inicia contando a história de Llewelyn Moss (Josh Brolin), um caçador que durante uma de suas caçadas encontra uma mala de dinheiro em uma cena peculiar do que pareceu ser um conflito entre facções. Tentado pela grande quantia, Moss toma a maleta para si, e é aí que o conflito se inicia, pois o protagonista passa a ser caçado por Anton Chigurh, um dos maiores antagonistas da história do cinema, magistralmente interpretado por Javier Barden. Além deles, o filme acompanha também o xerife quase aposentado Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), que tenta desvendar o caso, provavelmente o último de sua carreira.

A sinopse do filme faz com que este pareça apenas mais um filme de perseguição e conflito policial, porém Joel e Ethan fazem o filme ser muito mais que isso. O longa, assim como seus personagens, é complexo e profundo, as situações são palpáveis e não dialogam exatamente com as narrativas mais clássicas, personagens vêm e vão, histórias se perdem no meio do caminho, ações são pouco explicadas. E é isso tudo que torna o filme genial, pois tudo isso faz com que aquela história se solidifique, e torna toda a tensão ainda mais presente e aterrorizante.

Se você perguntar para diversas pessoas qual a temática do filme, as respostas serão das mais diversas. Algumas responderão ser um estudo sobre a maldade; outras dirão ser sobre a velhice; outras sobre moral, ética e costumes; e há de se argumentar que todas estão certas. É mais fácil compreender ao filme ao se levar em consideração seu título original “No Country For Old Men”, em tradução livre: Sem terras para os homens velhos. Ao tomar-se o xerife Ed como protagonista e sua história e visão como ponto de partida da narrativa, tudo se clareia.

Tecnicamente Onde os Fracos Não Têm Vez é impecável. A fotografia é belíssima e minunciosa, e em conjunto com o trabalho sonoro e as atuações, cria ambientes de tensão e medo com perfeita eficácia. A direção dos irmãos Coen é precisa, extraindo o melhor de cada personagem, em um filme muito ímpar dentro de todo o trabalho já realizado por eles, e mesmo assim, sem abrir mão da sua identidade.

Onde os Fracos Não Têm Vez com certeza entrará para a história como um dos clássicos por tudo que se discutiu até agora. Assim como Javier Barden certamente será lembrado para sempre no Hall da Fama dos antagonistas, ao lado de nomes como Hannibal Lecter e Norman Bates. Se você ainda não assistiu a esse filme, prepare o estômago e deixe a história te carregar. A experiência será, provavelmente, diferente de quase tudo que você já assistiu, mas valerá cada segundo.

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