A 4ª temporada de Orphan Black começou com uma chuva de flashbacks. Foi um movimento ousado para o tipo de série que é, mas até que funcionou. Eles preencheram o passado de uma figura que paira sobre todo mundo, mas que morreu em seu primeiro episódio: a detetive Beth Childs.

Apesar de todo o seu crédito de ficção científica, Orphan Black é basicamente um suspense. Nos leva ao êxtase através de reviravoltas, muda alianças e realidades, sempre nos mantendo ansiosos e vidrados para saber o que vai acontecer.

Alguns provavelmente ficaram se perguntando: como uma série pode gerar suspense contando uma história que já conhecemos? A resposta é curta: mostrando-nos que essa história não acabou, não de longe.

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Desde o início, grande parte da emoção de ver Orphan Black, e grande parte do suspense que gera, não foi apenas nas reviravoltas do enredo. Mas nos vimos envoltos nas reviravoltas de como essa história é contada, como os escritores brincam com o público e subvertem as expectativas narrativas para sempre nos fazer questionar o que achamos que sabemos.

Orphan Black volta no tempo na 4ª temporada para avançar um pouco mais

Neste caso, indo para trás, a fim de avançar. Acontece que a história de Beth é exatamente o que pensamos que seria e não o que esperávamos. E sim, é emocionante todo o caminho. Assim como também é emocionante tudo o que foi preparado na 4ª temporada. O que não quer dizer que não teve seus erros.

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É fato: Orphan Black usa as qualidades únicas de sua narrativa, e especialmente a tremenda performance de Maslany, para brincar com nossas expectativas, para nos fazer questionar ideias que tomamos como garantidas.

Uma coisa que aprendemos com essa temporada é que algumas pessoas tendem a mudar sua forma de maneiras radicais. Estas pessoas merecem ser parabenizadas por resistir ao determinismo corporal e escolher remodelar sua biologia da maneira que quiser. Isso é mesmo fantástico! Mas estas pessoas não estão evoluindo. Evolução envolve mudar as espécies, não o seu próprio eu.

 
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