Outlander, em sua 4ª temporada, continua com a estrutura da história bastante simples. Mas mesmo assim ainda borrifa os ingredientes específicos do gênero que fazem esse show funcionar.

Uma figura complicada do passado de Claire e Jamie ressurge e causa conflitos profissionais e pessoais. Só que tudo termina com o casal na cama. Ah, esses dois!

A temporada é marcada por uma série de ação e aventura, drama e romance, tudo em uma só. Isso é bom, traz dinamismo e na maioria das vezes funciona, como vem funcionando desde sempre.

O ressurgimento de John Grey é intrigante. Ele traz o pequeno William. A princípio, a criança não se lembra de Jamie, mas depois conecta os pontos.

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Quando John fica doente, Jamie leva William para ter algum vínculo entre pai e filho, onde o filho não sabe que o vínculo pai-filho está acontecendo – muito parecido com os dias antigos entre os dois. É fofo, mas também é quase como se estivessem “enchendo linguiça”.

Os fãs não são tão ligados em William como são com Brianna. E muito do trabalho de crescimento dos personagens acontece muito apressadamente.

Ainda assim, há alguns flashes de profundidade. Jamie tem lutado muito com o fato de que ele teve que perder a criação de seus dois filhos. Sua luta interna para manter a verdade de William é totalmente sentida, assim como sua complicada amizade com John.

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Outlander e sua 4ª temporada trouxe tensão e emoção, mas falhou em alguns pontos

Em Outlander podemos ver também a dinâmica de relacionamento muito mais espinhosa entre Claire e John. Claire nunca foi sua fã, e ela não se sente em dívida com ele da mesma forma que Jamie.

O ciúme vibra entre os dois. John “cutuca” um pouco a Claire, sugerindo que ele tem algo especial com Jamie que ela nunca poderia entender. De certa forma, ele pode estar certo. Claire pressiona, quer saber se John ainda tem sentimentos por Jamie. Ele admite que sim.

Outlander transborda de emoção e tensão, mas tem algumas das falhas consideráveis nessa temporada. Uma delas é a representatividade de personagens nativos americanos. Jamie e Claire são supostamente gentis e compreensivas com o povo Cherokee, com quem agora compartilham a terra.

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Mas a série ainda enquadra o Cherokee como uma ameaça de uma maneira perturbadora, encaixando-se nos velhos estereótipos. Outra falha é Outlander ainda estar lutando com o que significa colocar Jamie e Claire no contexto da Carolina do Norte do século XVIII. Eles focaram demais no drama baseado em relacionamentos ao invés da política da época, que trabalha a seu favor.

 

 

 

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