Pátria é a mais nova minissérie original da HBO, que é muito conhecida pela qualidade de seus conteúdos. Baseada no romance de Fernando Aramburu, a obra espanhola conta com apenas um episódio disponível por enquanto. Portanto, a resenha será feita com base nele e nas primeiras impressões.

Enredo de Pátria

Particularmente, gosto muito de séries baseadas em livros. Principalmente aquelas com assuntos políticos e críticas sociais. Para quem compartilha do mesmo gosto, Pátria é um prato cheio. A série acompanha a vida de duas famílias marcada pelas cicatrizes do terrorismo.

Portanto, temos Bittori (Elena Irureta) tendo sua vida virada de ponta cabeça quando seu marido é vítima de uma célula terrorista. E, por conta disso, as relações com a família da amiga, Miren (Ane Gabarain), ficam abaladas uma vez que o filho da mesma é militante do grupo. A narrativa percorrerá três décadas das vidas dessas famílias. Tudo isso em Euskadi, no País Basco.

Como disse, é uma série que faz parte da minha lista pessoal de gostos para entretenimento. E o primeiro episódio já conseguiu me prender. É logico que não será uma obra para todos, assim como Chernobyl. Mas, sem dúvidas, vale a pena ser vista por todos que já comecem a criar um certo senso político. Por fim, vale ressaltar que a forte carga dramática da série pode acabar sendo um pouco pesada para uma maratona. Logo, vale a pena acompanhar episódio por episódio de forma semanal.

Elenco e Personagens

Ainda é muito cedo para falar dos personagens. Porém, como o pouco que vi, dá para perceber que provavelmente será uma parte muito bem desenvolvida. Afinal, em uma obra em que tratamos de relações humanas, política e como ambas se relacionam e afetam a conjuntura familiar e social das pessoas, não é possível que não seja algo explorado. E o que é interessante é ver os dois lados diferentes de uma mesma história. Bittori, assolada pela tragédia e incomodada desde o princípio com os avanços do grupo ETA, não os apoia. Miren já parece ter um certo orgulho do filho por fazer parte da célula.

Porém, ao contrário de We Are Who We Are, nós já tivemos sim a possibilidade de criar empatia e laços com os personagens e elenco logo no primeiro episódios. Muita emoção é mostrada e isso é muito importante.

Direção e Fotografia de Pátria

A direção trabalha com planos mais fechados, o que nos deixa um pouco desconfortáveis, mas serve bem à trama. Isso porque o desconforto gerado é proposital para nos colocar na pele dos personagens.

A fotografia, como em qualquer produção dramática, é escura e com bastante contraste. As sombras são bem escuras e os realces de fato se destacam. E as cores pendem mais para uma temperatura fria.

Cenografia e Figurinos

A cenografia é bem simples, nos levando pelas ruas e casas da cidade. E os figurinos trazem roupas tão simples quanto. Não há muito o que comentar sobre esse aspecto ainda no primeiro episódio.

E então, o que você achou da série? Conta pra gente nos comentários!



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