Pelas Ruas de Paris é um filme repleto de metáforas. Enquanto somos atacados pelas reflexões confusas de Anna (Noémie Schmidt), as cenas que passam diante dos nossos olhos são mais confusas ainda.

O filme trata da história de uma garota aparentemente acomodada com sua situação atual. Porém, sua ideia de futuro entra em conflito com a de Greg (Grégoire Isvarine). Isso porque a garçonete e corredora acredita que toda a situação esteja boa, enquanto seu namorado já pensa diferente. O rapaz pensa em se mudar para a Espanha e tem todo um plano de carreira.

Depois de muitas brigas e discussões, Greg se muda e pede a Anna que o visite. Mas, no dia de ir ao encontro de seu namorado, a garota desiste. Então, o avião em que Anna deveria estar cai e todos os passageiros morrem.

Após esse acontecimento, Greg retorna da Espanha para ficar com a namorada. Contudo a garota passa a entrar em crise por causa de sua experiência de quase morte.

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Roteiro

Assinado por Elisabeth Vogler, o roteiro pode parecer mal construído para muitos. Isso porque Pelas Ruas de Paris não nos constrói uma narrativa sólida, com início, meio e fim. Tudo o que vemos são momentos desconectados transitando entre passado e presente. E, em grande parte do tempo, são brigas entre o casal.

Entretanto, olhando de um outro ponto de vista, o que o roteiro nos traz é um espelho da confusão que Anna está passando no momento. É como se nós estivéssemos na cabeça da garota. Ela não se sente bem com o relacionamento, porém ainda está apegada às lembranças de como ele era antes e tenta resgatar isso. Por isso as cenas mostram lembranças e momentos atuais.

Direção

Também de Elisabeth Vogler, a direção foi muito boa em partes. Os atores foram perfeitamente orientados, mas a desconexão de uma cena para outra pode incomodar bastante. Só que é como eu disse anteriormente, o filme todo é uma metáfora e a confusão impressa na organização das cenas parece querer transmitir o momento conturbado da vida de Anna.

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Cenário e Figurino

No geral, o cenário nos guia literalmente Pelas Ruas de Paris, pois é apenas o que vemos. Já o figurino não mostra nada demais, apenas moletons e roupas comuns.

Fotografia

Ok, se a direção e roteiro incomodam por sua falta de organização, a fotografia completa o sentimento com a falta de enquadramento. Muitas das vezes, as cabeças dos personagens são cortadas, perdemos alguma metade da cena, ou então não enxergamos nada por conta da escuridão. Mas em momentos em que paisagens são filmadas, o trabalho de fotografia é incrível.

Elenco

Pelas Ruas de Paris tem dois protagonistas, Anna e Greg. E, sendo bem sincera, a atuação deles é a única coisa que nos permite entender algo na maior parte do filme. Noémie Schmidt fez um trabalho impecável com Anna, transmitindo, em suas expressões, a agonia que a garota estava passando.

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Logo atrás vem Grégoire Isvarine, que também é impecável com Greg. Conseguimos sentir pelo olhar de ambos os atores o quão perdidos seus personagens estão tentando resgatar um relacionamento já morto.

Em suma, é um filme bem confuso e que pode gerar muitas caretas de interrogação nos espectadores. Não é uma produção fácil de ser entendida apesar de prender a atenção. Além disso tudo, elementos como o enquadramento de câmera e as reflexões de Anna pode causar uma confusão maior ainda.

Porém o filme fala sobre conexões, depressão, comunicação e relacionamento e é ótimo para nos fazer refletir sobre isso.

Já assistiu Pelas Ruas de Paris? Conta para a gente o que achou!

 

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