Isso certamente soa como um conceito interessante: a primeira produção da Netflix, ambientada na ultra-secreta instalação de espionagem da Austrália. E então, a série Pine Gap começa.

David Rosenberg, um ex-funcionário real da estação titânica, trabalhou no Pine Gap por 18 anos e estava presente no set como consultor, mantendo a opinião sobre assuntos confidenciais, mas aconselhando o diretor Mat King em questões como decoração e diálogo.

Talvez o diretor e os escritores/co-criadores Greg Haddrick e Felicity Packard devessem ter passado menos tempo mexendo em aparência e mais tempo flexionando sua imaginação. Não adianta ter uma descrição realista do local se sua intriga dramática deficiente deixa a produção agonizantemente tediosa e inerte.

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Pine Gap: por trás da base militar secreta dos EUA no deserto australiano

Esta série, com seis episódios não trata as coisas como uma produção cinematográfica em si, mas como um avanço científico.

A história é uma discussão da aliança de longa data EUA/Austrália. É representada por mistura de agentes de inteligência australianos e americanos de Pine Gap. No início, vemos imagens de um presidente dos Estados Unidos, com voz suave e cuidadosa. Isso acaba colocando certos elementos fora de sintonia, com a realidade na época de Donald Trump.

O drama gira em torno da equipe do Pine Gap tentando identificar os culpados que derrubaram um avião civil na cúpula da Apec em Mianmar. Nessa trama, estavam envolvidos o primeiro-ministro australiano e o presidente dos EUA.

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Entre os principais personagens estão Gus (Parker Sawyers) – um americano que está frustrado com seu trabalho e Jasmina (Tess Haubrich), uma analista de comunicações australiana que se envolveu com inteligência porque “o mundo um lugar perigoso” e “eu quero fazer a minha parte”.

Nenhum dos atores se parece com analistas privados de vitamina D e estressados. Eles parecem que recentemente chegaram à praia. Outro ponto negativo. Os indivíduos são profissionais extremamente calmos sob um fogo cruzado. Isso nos dá vontade de agarrá-los, sacudi-los, gritar com eles. Dá vontade até de dar um tapa na cara de peixe morto que muitos têm.

Talvez, a maior conquista de Pine Gap seja a sua mensagem de que mesmo lugares que pareçam conceitualmente excitantes – como bases espiãs – podem, na verdade, ser extremamente entediantes. Realista? Certo. Mas isso não significa exatamente que a série seja um drama empolgante.

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