A Netflix lança hoje (25/01)  Polar (2019), filme original dirigido por Jonas Åkerlundm e estrelado pelo ator dinamarquês Mads Mikkelsen. Nessa adaptação da graphic novel homônima, acompanhamos a volta forçada do assassino internacional Dunca Vizla, o Black Kaiser (Mads Mikkelsen) de sua aposentadoria.

Confira Também! Ficha Técnica | Polar (Original Netflix)

A primeira cena de um filme é, de forma geral, uma síntese do que pode ser o filme, por apresentar o tom e os elementos que estarão presente ao longo da obra e até seus futuros problemas. Isso não é diferente em Polar. O filme abre com bastante violência e humor, que beira ao humor negro, uma montagem frenética, diversos cortes, planos próximos, com uma música alegre e agradável, “September” da banda Earth, Wind & Fire, como trilha de uma cena com sangue em excesso e agressividade. Isso tudo com um visual cartunesco de cores muito saturadas e uma apresentação dos nomes dos personagens com uma arte e animação que lembra bastante o que se tem em Snatch – Porcos e Diamantes. Esse estilo da abertura se mantem nas cenas  do chef, Mr. Blut (Matt lucas) e seus capangas, lembrando bastante o trabalho de Jonas Åkerlundm como diretor de videoclipes, como exemplo no clipe “Telephone” de Lady Gaga.

Veja Também!  Shailene Woodley | Confira os melhores filmes da atriz

Esse estilo cartunesco se contrapõe às construções das cenas e do visual do Black Kaiser, mais sombrio e que se aproxima mais de filmes do gênero. A violência possui uma intensidade gráfica maior nas cenas de ação e provoca maior desconforto para o espectador, graças a censura alta. O ritmo dos acontecimentos são mais vagarosos e com uma atmosfera sombria, construída por uma trilha musical original lenta, cores pouco saturadas e tons neutros e um protagonista monossilábico. Há notoriamente um deslocamento de Dunca Vizla em relação as pessoas e ao ambiente de sua vida de aposentado, devido seu trabalho como assassino. O filme sabe, em certos momentos,  aproveitar isso para criar situações de alívio cômico em decorrência da interação dele com outras pessoas, como seu médico ou entre crianças, sem que ocorra  uma ruptura com  a essência do personagem. Entretanto, essa diferença entre estilos gera um grande problema de tom e um ritmo descompassado, que se evidencia na transição entre as cenas, tornando o filme cansativo, fazendo o espectador sentir as quase duas horas da obra.

Veja Também!  Confira quais foram os posts mais lidos da semana (10/11 - 16/11)

O filme somente consegue corrigir esse problema de tom no terceiro ato ao conseguir aliar uma atmosfera sombria com elementos visuais que se aproximam mais dos quadrinhos. A violência se mantem gráfica e intensa com um maior peso dramático. Isso se evidência com o destaque que o visual marcante e saturado de Mr. Blut ganha em um ambiente mais escuro e contido. Também temos a transformação visual do protagonista, suas armas e seu figurino se tornam mais estilizados e também relembram mais a história em quadrinhos.

Dessa forma, o filme perde muito com esses problemas de estilo e o deslocamento do personagem se reflete também no deslocamento do ator principal, Mads Mikkelsen, que possui uma boa atuação dentro dos limites do filme e se destaca do resto da obra. Essa falta de unidade no filme talvez seja um receio de correr um risco de assumir um tom cômico de humor negro ou um estilo mais pesado e violento. Apesar de tudo, a mudança no terceiro ato, o Mads Mikkelsen e as cenas de ação conseguem dar um destaque para a adaptação.

Veja Também!  Onde Assistir | Filme Klaus online

Confira Também! Ficha Técnica | Polar (Original Netflix)

Gostou do filme? Deixe seu comentário!

 

Siga o Entreter-se também no Google Notícias, CLIQUE AQUI e em seguida aperte em "Seguir"   
 

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.