Já imaginou ficar meses trancado em casa, sem conseguir colocar o pé para fora da porta, dependendo das pessoas para comprar alimentos, buscar dinheiro no banco e outras coisas? Parece uma situação triste, mas aparentemente, para Karan é algo tranquilo! Preso em Casa é uma produção indiana que estreou no dia 15 de novembro na Netflix, prometendo comédia, romance e um pouco de suspense.

Sobre o Enredo

Karan vive uma realidade que difere da maioria das pessoas, há meses ele não sai do seu apartamento. Todos os dias ele realiza a faxina em sua casa, mostrando-se bem perfeccionista. Por mais que algumas pessoas tentem convence-lo a sair de casa, os esforços são inúteis.

O rapaz tem um amigo de infância chamado JD, com quem conversa por telefone, uma vizinha bem esquisita e patricinha, chamada Pinky, que é filha de um homem bastante perigoso. Por este motivo, ela anda sempre escoltada pelo seu segurança Rambo.

Mesmo contra a vontade de Karan, a garota deixa uma grande “encomenda” em seu apartamento. Aliado a isto, seu amigo dá o endereço e o número de telefone dele para uma jornalista. Saira está interessada em fazer uma entrevista com ele pois acredita que ele é um adepto do hikikomori.

  • Hikikomori: comportamento em que jovens entre 13 e 39 anos se isolam em suas casas com o objetivo de evitar contato com outras pessoas. Atualmente, é visto como problema de saúde público no Japão.
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Em meio a esta entrevista, os dois percebem que tem muito em comum. Enquanto passam o dia juntos, ele tenta evitar que ela veja a “encomenda” de Pinky, embora seja difícil não notar.

Sobre a Temática

No decorrer do filme fica uma dúvida no ar: o fato de Karan não sair de casa tem relação com algum distúrbio mental ou não? O rapaz deixa claro que não se enquadra no grupo de pessoas que tem o comportamento hikikomori, mas em alguns momentos fica evidente que ele não quer ver e falar com as pessoas.

Quando nos referimos a algum tipo de distúrbio mental, seria especificamente a Síndrome do Pânico, em que após um trauma, a pessoa tem dificuldades em sair de casa ou frequentar algum lugar. Embora percebamos que ele tem questões passadas que marcaram sua vida negativamente, são mínimos os momentos em que ele aparenta não estar bem com sua decisão de se isolar.

Outro traço de comportamento que fica claro é o TOC, visto na maneira em que ele organiza seus quadros e sua casa num geral. Se a intenção do filme era trabalhar esta questão de pessoas hikikomori ou Síndrome do Pânico, a conclusão foi bastante superficial.

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Um dos problemas deste filme é o de tentar ser engraçado, romântico e com suspense ao mesmo tempo, pois ele falha neste propósito. Outro detalhe é a questão do tempo, pois são poucos acontecimentos para um filme tão longo. Pelo fato de toda a produção se desenrolar naquele apartamento, são poucos as situações ocorridas para justificar um filme de quase duas horas.

Sobre o Elenco e os Personagens

Karan (Ali Fazal) em alguns momentos consegue ser engraçado e divertido, porém na maioria do tempo se mostra um personagem tímido e apático. Ator e personagem tem bons momentos de atuação com Saira (Shriya Pilgaonkar), sem dúvidas eles tem boa química.

JD (Jim Sarbh) e Pinky (Barkha Singh) são personagens bem estereotipados, algo feito muito bem pelos atores. Enquanto JD é um homem que banca o garanhão engraçado, Pinky é a patricinha má. Por fim, o Rambo (Sunil Kumar) que de Rambo não tem nada, é alto, porém nem um pouco assustador.

Direção e Fotografia

Dirigido por Shashanka Ghosh e Samit Basu, o enredo peca em alguns momentos, por não desenvolver os aspectos que envolvem o emocional do personagem principal, para que fosse mais simples entender os motivos que levaram ele a se isolar. Outro fator que pesou negativamente foi a sensação de que o filme nunca acabava.

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A fotografia do filme é clara e viva, ficando um pouco mais escura ao anoitecer. Pelo fato de que a história se passa no apartamento, a imagem mostra muito cores brancas e azul. Outro detalhe interessante é que nos momentos em que Karan recebe ligações, a fotografia apresenta as pessoas como se elas estivessem dentro daquele apartamento. O personagem JD, por exemplo, só aparece na produção através de suas ligações.

Cenografia e Figurino

Pelo fato de o filme se passar quase por completo no apartamento de Karan, a cenografia mostra uma bela e muito organizada casa, com vários detalhes como quadros, livros, vídeo game, entre outros que mostram que o morador é inteligente e organizado. Quando vemos algo exterior ao apartamento, um destaque é um pequeno veículo, que seria um micro-ônibus, que lembra um pouco um bonde.

Como a história se desenrola em pouco mais que vinte e quatro horas, são poucos os figurinos. Karan mostra-se confortável com roupas que lembram um pijama, enquanto Saira usa uma calça jeans com uma camisa básica, complementando com uma camisa laranja. Pinky, como o próprio nome sugere, gosta de usar roupas rosas.

Já assistiu o filme Preso em Casa? Conta pra gente o que achou!

 

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