Em cartaz nos cinemas, Querido Evan Hansen é a adaptação cinematográfica do musical de sucesso que também rendeu um livro homônimo, publicado no Brasil pela Editora Seguinte. Mas será que o filme é bom? 

Confira o trailer logo abaixo:

Enredo

Querido Evan Hansen conta a história de um estudante do ensino médio que tem fobia social e sofre de ansiedade e depressão. Com dificuldade para fazer amigos, sua terapeuta recomenda que ele escreva uma carta a si mesmo, mas ela cai nas mãos do bully da escola. Quando o valentão Connor é encontrado morto, vítima de suicídio, a família do rapaz acredita que a carta encontrada com ele tenha sido deixada para Evan, e o garoto se vê preso em uma mentira onde os dois eram grandes amigos.

Evan Hansen não está feliz com a mentira, mas acaba sustentando-a ao ver como ela está ajudando a família de Connor a superar sua morte, a mesma medida em que ele ganha popularidade.

A história fala sobre a crueldade do pertencimento, assunto muito forte principalmente para os adolescente que sentem dificuldade em se encaixar. No entanto, no momento em que Evan preenche esse seu vazio com uma mentira, ele também precisará lidar com as consequências de suas palavras e ações, mostrando ao público que esse não é o caminho.

O grande problema do filme é justamente ele ser um musical. As canções de Querido Evan Hansen podem ter funcionado na Broadway, rendendo vários prêmios à peça, mas o formato não fica nem de perto tão interessante em um filme. Muito pelo contrário, as músicas são cansativas e com performances clichês, desnecessárias, que só servem para alongar a duração do longa, e 2 horas são demais para esse roteiro.

Querido Evan Hansen (Reprodução/Youtube/Screenshot)

Elenco e Personagens

Outro ponto negativo para Querido Evan Hansen é seu elenco. Ben Platt é, sem dúvida alguma, um excelente ator, mas mesmo ele tendo apenas 28 anos a sua aparência nitidamente não o faz se passar por um adolescente do ensino médio. Se o filme fosse passado na faculdade, o problema estaria resolvido, mas infelizmente não foi o caso.

Como personagem, Evan Hansen é errôneo e, portanto, realista. Suas atitudes são extremamente tóxicas: mentir sobre sua relação com uma pessoa morta é no mínimo bizarro. O filme, no entanto, não passa pano para ele. A todo o momento o filme nos faz questão de refletir sobre seu comportamento errado, mas peca no seu desfecho. Seria melhor ter mantido o original.

Destaque para a atuação de Amy Adams, sempre impecável.

DEAR EVAN HANSEN, from left: Ben Platt, Amy Adams, 2021. © Universal Pictures /Courtesy Everett Collection

Direção e Fotografia

Quem dirige o longa é o escritor Stephen Chbosky, que nós já conhecemos e amamos por sua obra As Vantagens de Ser Invisível, de 1999, que também rendeu um excelente filme com grande elenco. No entanto, aqui ele não teve tanto êxito quanto dirigiu a adaptação de seu próprio livro.

Provavelmente preso ao musical, tentando replicar ao máximo do que esteve nos palcos da Broadway, pode não ter explorado o máximo de sua criatividade e visão da história, tornando o filme em “mais do mesmo”. A fotografia é bonita, sim, mas também nada tão extraordinariamente belo quanto em sua obra prima.

Cenografia e Figurinos

O filme não ousa muito em sua cenografia, talvez até mesmo por vir de um musical teatral. A escola é bastante comum e mesmo a casa dos personagens não tem nada de muito diferente a oferecer.

O destaque fica para o figurino de Evan Hansen, que se manteve fiel ao original com a camisa polo listrada em azul e, claro, o gesso no braço, que é quase como um personagem para a história.

E você, o que achou de Querido Evan Hansen? Conta pra gente nos comentários!



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