Baseado no livro de mesmo nome de Nicholas Sparks, Querido John é um filme de 2010 que fez (e ainda faz) muita gente molhar os lencinhos.

Na história, um soldado e um universitária se apaixonam. Com uma guerra acontecendo, o rapaz e convocado a voltar ao trabalho e, para manterem o relacionamento à distância, trocam cartas. Mas será isso o suficiente para manter acesa a chama do amor?

Estrelado por Channing Tatum (Ela é o Cara) e Amanda Seyfried (Meninas Malvadas), é o filme perfeito para ser visto ao lado da pessoa amada. Sua narrativa diz muito sobre o amor e suas demonstrações, mas também sobre paciência e sobre buscar, verdadeiramente, entender e apoiar as decisões difíceis do outro.

Um protagonista e tanto

John, como soldado, estava prestes a ter sua licença para voltar para a casa quando o atentado de 11 de setembro ocorreu. Ele tinha opção de ir embora, mas preferiu continuar a servir seu país, decisão que não foi muito bem aceita por Savannah, que precisaria esperar ainda mais.

John é um bom soldado, mas, sobretudo, é um bom homem: um bom homem que está disposto a correr riscos em seu relacionamento e até mesmo a correr riscos de vida, desde que possa fazer algo por seu país e seu povo. Apesar de ser um soldado ativo, não lhe passa o clichê do homem durão ou grosseiro: ele é gentil e permite-se ao romance e aos sonhos, constantemente entrando em conflito consigo mesmo, em dúvida de suas prioridades, incerto quanto ao seu próximo passo.

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Entre emoções e evoluções

Resenha | Querido John (2010)

Entretanto, também não dá para julgar Savannah, que claramente fica insegura e incerta quanto a essa relação, que começa a esfriar até deixar de ser algo romântico para tornar-se algo meramente amigável, permitindo a si mesma até um novo relacionamento, onde nem tudo será flores, mas lhe ensinará novas lições.

Uma das cartas mais emocionantes escritas por Savannah é a que a personagem narra sobre como aprendeu a lidar com o tempo, principalmente com o seu final, quando as coisas acabam e, de fato, está tudo bem nisso: um ciclo precisa se fechar para que outro possa ser iniciado.

Acompanha-se, portanto, ainda o desenvolvimento e amadurecimento de Savannah como mulher, que deixa seu posto de menina inocente para transformar-se em uma mulher forte, mas sem nunca deixar de lado as emoções e sonhos.

Quebra de expectativa

Resenha | Querido John (2010)

Ao começar a ser assistido, o filme traz ao leitor uma ideia de desfecho diferente do que entrega, mas isso não é necessariamente algo ruim. Neste caso, a quebra de expectativa é positiva, pois surpreende o leitor com uma possibilidade de final diferente da inicialmente imaginada, embora tão clichê quanto.

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Mas não há do que se reclamar quanto aos clichês: uma boa história de amor precisa dos clichês para ser desenvolvida, pois não há romance sem clichê, com perdão ao uso repetitivo da palavra.

As primeiras vezes. As últimas vezes. As esperanças e desesperanças. Os anseios e os medos. O querer e o não querer mais. Tudo isso faz parte de uma boa história romântica, seja ela ficcional ou real, e o filme aborda cada elemento muito bem.

Perto do mundo real

Em nenhum momento do longa Querido John passa uma imagem de algo surreal, impossível de acontecer. O filme apresenta situações muito realistas, com personagens reais que apresentam ambos qualidades e defeitos, tornando-os seres palpáveis e passíveis de identificação para o público geral, que poderá se ver em John, em Savannah ou um pouquinho em cada. E isso é ótimo.

Neste sentido, os personagens ganham ainda mais força por aqueles que os interpretaram: Seyfried e Tatum não são grandiosos nem minúsculos, permitindo uma performance aceitavelmente verdadeira e dentro do esperado para um filme de romance dramático.

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As cartas, entretanto, não vem com tanta força no filme: uma ou outra são mostradas, mas nada que seja realmente o foco da narrativa. É apenas um empurrão complementar para deixar a história mais dramática e romântica, assim como a trilha sonora delicada ou a guerra, que aparece como plano de fundo, mas não é enfatizada e tampouco torna o filme em um longa de ação ou coisa do tipo.

Tudo na medida certa

Em conclusão, é possível dizer que Querido John é um filme no qual os devidos cuidados foram tomados. Cuidados, digo, para não deixar a história melosa demais, triste demais ou pesada demais. É apenas a medida certa, e isso conta muito.

Poderia ser um pouquinho melhor aqui ou ali, principalmente no meio do filme, onde as coisas perdem um pouco a atenção, mas retoma muito bem para o final da narrativa.

Embora seja um filme que comumente pode ser visto em canais abertos da televisão, também está disponível na Netflix brasileira para quem quiser assistir à hora que quiser.

 

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