Reality Z é a mais nova série brasileira da Netflix. Juntando-se a 3%, mas não passando nem perto de sua qualidade, ela conta com 10 episódios e sua classificação indicativa é para maiores de 18 anos.

Sobre o enredo de Reality Z

De cara somos introduzidos ao mundo de Reality Z como um local em que ocorre um reality show chamado Olimpo. Assim como uma espécie de BBB, os participantes ficam confinados em uma casa repleta de câmeras, mas, neste caso, vestidos de deuses greco-romanos. A primeira cena, na verdade, mostra o momento em que o apocalipse zumbi estava tendo seu pico, enquanto no show, mais uma participante deixava a casa.

Dessa forma, com uma aglomeração em frente à casa para receber a participante eliminada, os mortos-vivos rapidamente se espalham pelo local, transformando mais pessoas. Dentro do estúdio, algumas pessoas da produção ficam presas. Enquanto isso, dentro da casa, ninguém sabe o que acontece.

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A criação é de Cláudio Torres e é possível observar um certo cuidado na parte do ritmo da série, porém, quando se fala em história, é um desastre. Um reality show, zumbis, um diretor completamente porco e psicopata, personagens que se apaixonam em questão de horas e um tarado louco dentro da casa. É bem improvável que seja renovada para uma segunda temporada.

Elenco e personagens

Os atores, apesar de ser uma história completamente sem nexo, conseguem performar muito bem. Afinal, o problema da grande maioria das produções brasileiras nunca foi atuação e sim a roteirização. Portanto, o problema aqui é a construção dos personagens, que é péssima.

Nina (Ana Hartmann) é apresentada num primeiro momento como uma garota confusa e ingênua. Após algumas horas de apocalipse, torna-se o Rick Grimes da série, com tiros certeiros e uma mente fria e calculista. TK (João Pedro Zappa) por sua vez tem falas ridículas, assim como muitos dos outros personagens. Mas o pior talvez seja Brandão (Guilherme Weber), que é o diretor do reality. Além de falas horríveis, a realização de necessidades especiais ou surtos de loucura pelo personagem apenas para representar um “líder” desequilibrado foram completamente cômicas de tão ridículas.

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Direção e fotografia de Reality Z

 

Apesar de os outros dois pontos terem sido completos desastres, a direção de Cláudio é boa. A montagem das cenas, o posicionamento correto dos zumbis em momentos específicos, o jogo de câmera e até o dinamismo nas cenas de ação são ótimos. Porém, algo nos zumbis parece um pouco fora do normal e forçado demais. Além disso, os efeitos especiais com relação à facas e lanças atingindo os zumbis são péssimos.

A fotografia é um tanto quanto amarelada, principalmente no momento em que o apocalipse começa. Então, a imagem gera um certo incômodo e uma maior sensação de que é algo muito artificial.

Cenografia e figurinos

O trabalho de cenografia é bom, dá para perceber que houve uma pesquisa bem detalhada quanto a outras produções do mesmo gênero. Tão detalhada que alguns espaços lembram até mesmo The Walking Dead, nada original. E vale ressaltar que o Olimpo, a casa do reality, é bem feia, mas, como é temática, dá para engolir.

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Por fim, não há muito o que comentar sobre o figurino, por ser moderno e simples. A não ser pelo figurino dos participantes da casa. Mas, novamente, é temático. Por outro lado, a maquiagem dos zumbis é um ponto positivo com relação a esse trabalho envolvendo maquiagem e roupas.

E então, o que você achou de Reality Z? Comenta aí embaixo!


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