Dirigido por Guy Ritchie, o longa narra a clássica história do menino Arthur (Charlie Hunnam), que ao tirar a grande espada Escalibur de uma pedra, descobre ser o rei que Camelot esperava há tanto tempo. Mas, apesar de clássica, Ritchie traz a trama toques bem… diferentes.

Apesar de o resumo da história ser o mesmo, essa versão do personagem Arthur conta com alguns complementos. O menino rei, após perder os seus pais para o vilão e atual rei Vortigen (Jude Law), é levado por uma canoa até um bordel, onde cresce criado por mulheres do bordel e se torna um ladrão. Arthur roubava para ajudar suas mães adotivas a sobreviver. Além disso, ele também comprava briga com qualquer um que tentasse algo contra a sua família. Sim, temos um Robbin Wood Arthur, nessa versão.

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Voltando a trama clássica, o nosso personagem principal desconhece a sua predestinação ao trono de Camelot, e precisa aprender a lidar, não só com isso, mas também com a poderosa Escalibur.

Considerando o histórico de Ritchie em Sherlock Holmes, já era de se esperar traços contemporâneos na composição de Arthur, como pontadas de humor do mundo contemporâneo, vividas em um cenário medieval, e pequenos detalhes historicamente insustentáveis, como o fato de um simples garoto de bordel exercer poder sobre grandes ladrões, como os vikings. No longa, tudo trabalha para a sustentação do heroísmo de Arthur.

Com efeitos especiais muito bem trabalhados, o filme conta com cenas de guerra lindas, composta por um conjunto de closes e slow motion scenes que trazem, de fato, uma sensação incrível de estar assistindo. Mas, Ritchie decide contar o máximo de detalhes possíveis de uma história que todos estão cansados de ouvir, e para isso, ele utiliza uma série de flashbacks, afim de contar, ao mesmo tempo, coisas que já haviam acontecido e coisas que estavam acontecendo no exato momento.

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Apesar do estilo ser interessante, Ritchie o utiliza excessivamente, a ponto de se tornar cansativo e, por vezes, confuso ao expectador.

Embora visualmente muito bonito, Rei Arthur: A Lenda da Espada parece ser meramente comercial, não se preocupando em manter a originalidade da lenda e a fim de garantir a atenção do expectador, mesmo que isso signifique jogar várias informações confusas e efeitos especiais na telona.

 

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2 COMENTÁRIOS

  1. A variedade de disparos e efeitos para contar o filme foi interessante. Guy Ritchie adaptou a história de uma maneira impressionante transformando-o em um moderno filmes fantasia e fiquei encantada, esta muito bem feita e muitas das cenas que fazem são ótima e belas. É importante mencionar também o grande trabalho do elenco. O filme tem uma direção incrível, narrado de uma forma bem humorada e divertida. Apesar de ser uma história clássica tem muitos toques contemporâneos.

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