Sergio é um lançamento original Netflix dessa sexta-feira (17). A produção é internacional, mas retrata a vida do diplomata brasileiro da ONU falecido em 2003, Sérgio Vieira de Mello, e também é estrelada por Wagner Moura. Confira a resenha desse longa biográfico:

Enredo

Por ser uma história real, a trajetória de Sergio já estava contada antes do filme surgir, por isso o desafio do filme é contá-la de forma atrativa. A primeira cena é uma reprodução do último depoimento em vídeo que De Mello fez, e em seguida passa para uma cena de explosão, que seria o atentado que tirou a vida do diplomata.

O filme segue nesse ritmo de intercalar cenas e flashbacks, o que é muito comum em histórias dramáticas, mas que não deu muito certo dessa vez. Por causa dessas interrupções, Sergio acaba ficando muito lento, pois há um corte brusco entre cenas diferentes e o momento atual em que De Mello está soterrado, porque é uma cena sem ação, e isso contrasta de forma negativo e faz perder o ritmo. Talvez numa tentativa de inserir elementos da vida de Sergio aos poucos através dos flashbacks, a produção tenha dado um tiro no pé.

Outra questão é que um filme como Sergio já carrega consigo uma promessa, tanto pela repercussão histórica dos acontecimentos, quanto pelo elenco envolvido. Talvez justamente por essa expectativa alta, o filme seja um pouco decepcionante. Não é um filme ruim, mas talvez não assuma esse papel de melhor estreia da Netflix dos últimos tempos que era esperado.

Elenco e Personagens

Sergio é um filme com nomes importantes envolvidos. O protagonista é interpretado por Wagner Moura, reconhecido internacionalmente e um dos melhores atores do cinema brasileiro. No papel da argentina Carolina Larriera está Ana de Armas (Bata Antes de Entrar, Entre Facas e Segredos), uma atriz cubana também em evidência nos últimos anos. Um dos erros do filme foi não dar muito espaço a essa personagem que poderia contribuir muito também no aspecto profissional e estratégico, não só como amante de Sergio.

O personagem de Sergio demonstra muito investimento por parte do Wagner Moura, tanto na parte corporal, como também e principalmente linguística. O esforço por reproduzir o sotaque do carioca em diferentes idiomas e sua naturalidade ao fazê-lo se adequam muito ao papel diplomático que representava. Em um depoimento do próprio Wagner no canal da Netflix, ele diz que na busca por compor o personagem que pretendia interpretar ele imaginava o perfil do Sergio como uma mistura de James Bond com Bobby Kennedy.

A retratação de Sergio como um herói foi equilibrada pela relação conturbada com os filhos, o que traz uma noção de realidade, e seu lado sensível foi explorado na relação com Carolina, com uma paixão que foi gradativamente construída.

Direção e Fotografia

O diretor de Sergio Greg Barker também foi responsável pelo documentário biográfico de Sergio de Mello de mesmo nome em 2009. É claro que de sua parte há conhecimento da história, mas a produção foi levada a um apelo emocional intenso, e caiu em um clichê que relaciona a vida pessoal da figura política a um romance. Apesar das cenas com os filhos, esse pareceu ser o elemento íntimo mais reforçado ao longo de Sergio, o que é uma pena, pois Wagner Moura mostrava grande potencial ao representar o carisma com o público e outras qualidades de Sergio.

A fotografia de Sergio poderia ter sido melhor, principalmente pensando que a fotografia de um filme contribui muito para a emoção da trama e essa foi uma das preocupações do roteiro. Há momentos muito positivos, como nas panorâmicas da praia e closes do casal mergulhando, mas no geral as imagens são regulares.

Cenografia e Figurinos

A cenografia teve alguns desafios nessa produção, pois muitas tomadas externas precisavam recriar países e outras culturas, e pode-se dizer que a equipe foi eficiente nessa tarefa.

Quanto ao figurino, apesar de muitos contextos do filme serem formais, e de o protagonista vestir frequentemente um traje social comum, também houve momentos em que roupas culturais foram importantes para a adequação da história. E também vale mencionar a estética construída nos looks da Carolina. A personagem de De Armas desempenha um papel que combina com a leveza e forma descontraída das suas roupas, o que foi provavelmente proposital.

E aí? O que você achou de Sergio? Deixe sua opinião nos comentários!

 

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