A série Ela quer Tudo é baseada no filme de mesmo nome, dirigido por Spike Lee, em 1986. A nova versão é ambientada em Nova York e dirigida pelo próprio Lee, também produtor-executivo ao lado de sua eposa Tonya.

A trama conta a história da jovem Nola Darling (DeWanda Wise), e funciona como uma crônica do Brooklin, o polo noturno e cultural onde vive, trabalha e se diverte a noss protagonista.

Aos 27 anos, Nola é uma artista plástica que corre atrás dos seus sonhos e cultiva as amizades. Namoradeira e extremamente independente, ela sente orgulho de não ser propriedade de ninguém. Nola se relaciona ao mesmo tempo com Greer Childs (Cleo Anthony), Jamie Overstreet (Lyriq Bent) e Mars Blackmon (Anthony Ramos).

A garota leva a vida amorosa com naturalidade e total franqueza. Em vários momentos, ela mesma diz que monogamia nunca foi uma possibilidade nem remota. Vale ressaltar que tal frase está presente em um trecho do trailer de divulgação da série.

Veja Também!  Resenha | Próxima Parada - Apocalipse (Original Netflix)

Nola percebe a dificuldade de optar por um dos parceiros, já que eles se completam em suas diferenças. Mars, o mano da quebrada, é o sujeito divertido que faz Nola rir até a barriga doer. Já Greer é refinado e espontâneo, enquanto Jamie, da área de finanças, é um homem maduro e protetor. Estes três são parte da vida de Nora, apesar de a personagem afirmar seguramente que é independente e alheia aos relacionamentos. Além dos rapazes, Nola sente imensa atração por Opal (Ilfenesh Hadera), uma antiga namorada de Nola.

Algo muito interessante é que na maior parte do tempo, a direção e a câmera se moldam no que já é comum: um movimento mais forte e rápido, transmitindo uma sensação de dinamismo e percepção em grupo. Porém, há momentos em que a série assume um caráter documental, revelando outra característica das obras de Spike Lee. Momentos em que os personagens falam diretamente para a câmera, quebrando a quarta parede, são comuns na série.

Veja Também!  Resenha | Próxima Parada - Apocalipse (Original Netflix)

Apesar do clichê de ter uma personagem principal artista, falida, precisando de apoio e ajuda e sem ninguém que reconheça sua arte, mas que, em um golpe de sorte recebe muito dinheiro e termina a série bem, Ela quer Tudo é bem divertido.

 

A narrativa gira em torno do desejo de Nola de definir a real forma da mulher negra. Ela nos mostra, através da sua rotina e seu cotidiano, as dificuldades de ser mulher, ser negra e morar no Brooklin. Em uma entrevista, Spike Lee revelou que acredita que Ela Quer Tudo é à frente de seu tempo, pois trabalha com tabus que ainda não foram totalmente quebrados em sociedade. De fato, as questões sociais abordadas na trama, ainda são muito polêmicas.

Veja Também!  Resenha | Próxima Parada - Apocalipse (Original Netflix)

Apesar da tentativa, Nola está longe de representar, de fato, o que a mulher, principalmente negra, é hoje na sociedade. Ela quer Tudo é mais uma produção que segue o padrão de empoderamento das minorias, em maioria, referentes às mulheres. Ultimamente, temos visto uma grande investida da Netflix para produções com esses temas sociais, como A Incrível Jessica James, lançada em Janeiro de 2017.

Resenha do filme A Incrível Jessica James, original Netflix

De maneira geral, Ela quer Tudo é uma boa atração. É divertida, diferente, curta e bem organizada. Vale a pena conferir! E para quem ainda não assistiu, vale a pena ver também o longa de 1986.

Confira o trailer:

Gostou da série? Deixa nos comentários!

Resenha por Kethillin Motta

 

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here