Algumas séries e filmes de ação têm reconstruindo a imagem do gênero, acrescentando camadas e dramas que elevam o gênero para algo mais. Este não é o caso de Shadow, nova série original de ação da Netflix.

Sobre Shadow

A premissa de Shadow é bem simples: ex-detetive da polícia de Joanesburgo (África do Sul), ajuda pessoas a resolverem os problemas nos quais a polícia não se envolve.

Como todas as produções focadas em ação, temos aqui um protagonista forte, bom de luta e conquistador. Mas claro, há também um background mais sombrio, que envolve uma perda trágica em sua família.

Shadow

O diferencial de Shadow são suas locações e o “superpoder” do protagonista. Shadow (Pallance Dladla) foi vitima de um incidente em sua infância, ele foi atingindo por um raio. Mas ao invés de ter havido graves consequências ele adquiriu um estado permanente em seu organismo. Shadow não sente dor alguma. Então ele encara os bandidos de frente, se jogando direto no perigo, sem medo de tomar tiros ou facadas. E sim, isso acontece no decorrer da série.

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No desenrolar da trama somos apresentados aos seus familiares e amigos. Mas também podemos acompanhar o seu modus operandi impulsivo e vamos conhecendo mais sobre sua personalidade e seus demônios internos. Então, mais pro final da temporada, isso culmina com ele tendo que enfrentar seu passado, para que seu futuro se desenrole.

Produção e elenco de Shadow

Não posso dizer que está série traz nada de novo ao gênero. Muito pelo contrário, ele apenas se abastece de todos os clichês possíveis das produções de ação.

Não é uma série necessariamente ruim, mas com certeza é uma oportunidade perdida de nos mostrar do que são capazes as produções sul-africanas.

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No elenco não temos nenhum destaque em especial, muito menos na direção ou criação das histórias ali contadas. De uma maneira ou de outra, tudo que está ali na série você já deve ter visto em algum outro lugar. Talvez a presença de Khathu Ramabulana (Max) traga alguns bons momentos de interação com o protagonista, mas mesmo isso fica um pouco apagado.

Shadow

O que me chamou mais a atenção foi o cenário. Ter um vislumbre de Joanesburgo, é bem legal para fugir de cenários hollywoodianos ou europeus. Mesmo que a produtora tenha tentado “hollywoodizar” a cidade.

No geral, Shadow é uma produção bem esquecível, sem muito carisma, tentando emular produções norte-americanas. Acredito se tivessem focado mais na regionalidade, a série poderia ao menos gerar uma empatia maior.

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Mas e vocês, já assistiram esta primeira temporada de Shadow? Deixa abaixo nos comentários o que acharam.

 
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