Conforme eu já havia dito na resenha da primeira temporada, Skam é uma série em que cada temporada tem um protagonista diferente. Nesta segunda, acompanhamos mais de perto os dramas de Noora (Josefine Pettersen). Como já vimos na primeira temporada, a garota não se dava muito bem com William (Thomas Hayes). Porém o garoto mostrava-se insistente em conseguir conquistá-la.

Sendo assim, a segunda temporada terá um foco maior nesse relacionamento dos dois e em como Noora lentamente acaba se encantando pelo menino. Porém, mais para frente, dramas como abuso sexual serão trazidos à tona. Como eu disse anteriormente, Skam pode até parecer uma série com enredo digno de comédia romântica, mas é muito mais que isso.

Roteiro

Assim como na primeira temporada, o roteiro é assinado por Julie Andem. Nesta segunda temporada, a história mostra-se bem recheada de reviravoltas. Inclusive, há momentos em que somos completamente surpreendidos por alguma atitude de um dos personagens. Isso a diferencia um pouco da primeira, que apenas imprime mais emoção no final.

Direção

Também feita por Julie Andem, a direção continua sendo impecável. Os atores são muito bem direcionados e as cenas mantém o ar de naturalidade da primeira temporada. Continuamos a ver os personagens em cenas totalmente comuns do cotidiano.

Além disso, a marcação também é muito boa. Nenhuma cena parece fora de contexto ou sem ligação com a outra.

Cenário e Figurino

O cenário é o mesmo da primeira temporada, porém agora trocamos de casa: da de Eva para a de Noora. Sendo assim, não há muito o que comentar, apenas elementos como o quarto da protagonista por exemplo. Este imprime bem sua personalidade.

Já o figurino é muito bonito. Desta vez, acompanhando Noora, prestamos mais atenção em sua roupas e arrisco dizer que, de todas as personagens do grupo das meninas, ela é a que se veste da melhor forma.

Fotografia

Permanecemos com a película mais fria e rosada. Além disso, o enquadramento continua seguindo o padrão de acompanhar o protagonista da temporada. Portanto, a câmera está sempre onde Noora está.

Elenco

Josefine Pettersen é simplesmente brilhante além de muito expressiva. Ela consegue ir desde contrariada, até apaixonada. E, como se não bastasse, Julie explorou em Josefine um delicado assunto: o abuso sexual. A atriz conseguiu de todas as formas mostrar as sequelas psicológicas que assolam a vítima. (E já adianto: o abuso não vem do William, tá, galera?)

Agora falando do companheiro de protagonismo de Josefine, Thomas Hayes também não deixou nada a desejar. Confesso que, vendo a primeira temporada, acreditei que a atuação dele seria mais fraquinha, mas não foi. Claro que não é aquele espetáculo, até porque o ator está fazendo um papel de um cara mais calado, mais sério. Então, dentro dessas características, eles faz sim uma boa performance.

 

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Por fim, preciso comentar sobre Carl Martin Eggesbø, que interpreta o Eskild, amigo da protagonista. Ele é uma parte especial da temporada, não só por seu jeito cômico, mas pelo apoio que dá a Noora.

Conclusão

A segunda temporada de Skam foi simplesmente espetacular e não esperava menos de Noora depois do que vi na primeira temporada. Definitivamente uma das minhas preferidas. Contudo não pude comentar muito sobre o enredo para evitar spoilers, afinal, a temporada inteira é incrível justamente pela forma como nos surpreende.

Já assistiu Skam? Chegou na segunda temporada? O que você achou?


 
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