Chega aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira (19) o nono episódio da franquia Star Wars, A Ascensão Skywalker (The Rise of Skywalker). O filme conta com J.J. Abrams na direção 2h22m de duração e classificação 12.

Confira o trailer do filme:

Sobre o enredo

A trama promete trazer um encerramento a saga Skywalker, que acompanhamos desde os anos 70 nos cinemas com o governo de Darth Vader e, na trilogia prequel, a ascensão de Anakin ao mal.

Agora, o temido vilão Imperador Palpatine está de volta, e a Resistência precisará unir forças para combatê-lo. Nessa luta, Rey completa seu treinamento Jedi enquanto enfrenta conflitos de identidade, presa entre as dúvidas do passado, o medo do futuro e uma estranha ligação com Kylo Ren, que lida com seus próprios dilemas pessoais com a Força.

O filme carrega a grande missão de encerrar uma história que foi minunciosamente construída ao longo de oito projetos, e consegue dar um desfecho decente para todos os arcos que foram mantidos abertos nesses anos — embora nem todos possam agradar ao espectador, dependendo de seus gostos e expectativas.

Como despedida, o filme também presta grande fanservice ao trazer de volta personagens marcantes da saga, em reuniões que aquecem o coração dos fãs mais antigos, mas não deixam de servir também à nova geração com eventos que não citaremos, a fim de evitar spoilers.

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Elenco e Personagens

Com o encontro ideal entre personagens clássicos e contemporâneos, Star Wars prova mais uma vez que consegue ser uma franquia atemporal, conquistando e representando fãs de todas as gerações com sua narrativa.

O grande destaque da trilogia é Rey, e não foi diferente neste último filme. Acompanhamos sua descoberta, desenvolvimento e temos agora a conclusão de sua história, com as respostas que tanto queríamos e a emoção que precisávamos. Goste ou não da personagem, o desfecho de sua história foi coeso e todos os acontecimentos (até aquele em que você está pensando!) foram nitidamente necessários para que não ficasse nada aberto para trás.

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Daisy Ridley é perfeita no papel, e sua química com Carrie Fisher nas cenas entre Leia e Rey é emocionante, marcando uma grande relação entre as atrizes que, infelizmente, foi interrompida cedo demais devido ao falecimento de Fisher, em 2016. A Ascensão Skywalker é encerrado com grande legado à atriz, nossa eterna Princesa Leia Organa, que teve exímia importância nessa conclusão.

Adam Driver tem sido muito aclamado por sua atuação, recém-saído do sucesso História de um Casamento (2019), pela Netflix, para estrelar seu terceiro projeto de Star Wars. Na pele de seu personagem, vive a divergência de personagem entre Kylo Ren, um vilão temido, e Ben Solo, um jovem confuso que ainda não descobriu seu lugar no mundo. A dualidade de seu personagem o transforma em uma figura completa e pouco caricata, que aumenta a dramaticidade de seus arcos.

Alguns novos personagens são apresentados, tanto humanos quanto criaturas, e vários deles são igualmente cativantes — com destaque para o pequeno Babu Frik, que vai vender muito boneco por aí, mas tampouco chega perto de ameaçar a soberania do Yodinha, da série spin-off O Mandaloriano.

Quanto a velha guarda, o retorno já esperado de Billy Dee Williams como Lando Calrissian também é um dos pontos altos do filme, além de abrir possibilidades para novas histórias. Outros rostos da trilogia original também podem ser vistos em A Ascensão Skywalker, com cenas de arrepiar e outras um pouco broxantes, mas ainda necessárias para a conclusão de certos arcos.

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Direção e Fotografia

J. J. Abrams não decepciona como diretor. Seu trabalho em Star Trek (2009) o preparou bem para produções intergalácticas, e tudo foi muito bem provado ao longo da última trilogia de Star Wars.

O filme consegue trazer uma mistura do tradicionalismo da trilogia original com a ousadia dos filmes prequel, adaptando o cenário para torná-lo receptível a novos fãs, mas sem deixar para trás os amigos de longa data. Aqueles mais nostálgicos podem até se incomodar com o roteiro dos novos filmes, mas não há do que reclamar quanto ao sentimento de “estou assistindo a um filme de Star Wars”, que é transmitido ao espectador desde o letreiro amarelo até os créditos finais.

Muito disso vem graças ao trabalho impecável de fotografia e efeitos visuais, que juntos trabalham na construção de um universo amplo, com tantas formas de vida e ambientações interessantes a serem exploradas que nunca deixarão faltar história para a saga.

Cenografia e Figurinos

Exploramos no filme planetas já conhecidos, mas temos a oportunidade de visitar terrenos ainda desconhecidos para os fãs da franquia, como Kijimi e Passanna. Entre cenas noturnas e diurnas, as ambientações brilham de formas diferentes e somos apresentados não só aos novos personagens e histórias que lá conhecemos, mas a novas culturas que são muito bem-vindas para tornar A Ascensão Skywalker um filme mais profundo.

Tudo é abraçado pelos figurinos, que não ficam de fora nesse assunto e vestem perfeitamente as mais diferentes culturas e formas de vida que são prestigiadas no filme, sem vulgarizar heróis e heroínas como muitos longas de ação/aventura fazem, mas sim entregando-lhes roupas adequadas para a batalha, mas que ainda lhe sirvam estilosamente, como a franquia tem feito ao longo dos anos — salvo o visual de Leia quando escravizada pelo Jabba, uma falha incorrigível.

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As cenas no espaço com os sons propagados que podem ser cientificamente criticados, mas não a termos de ficção, pois já conquistaram seu espaço como uma das marcas registradas da franquia. Visualmente, somos conquistados pelas paisagens dos planetas, ao mesmo tempo tão diferentes e tão semelhantes não só da Terra, mas de tudo o que já foi visto em Star Wars, exclamando a criatividade de uma saga que está há anos no mercado, mas ainda sabe se reinventar. Doa a quem doer. 

E essa é a frase que melhor define toda essa nova trilogia de Star Wars: muitas coisas mudaram desde os anos 70, mas precisavam mudar, e isso não torna o filme melhor ou pior. Somente necessário. 

Goste ou não, essa foi a terceira trilogia da franquia, e este foi o encerramento de uma saga que marcou a vida de muitas pessoas ao redor mundo, e foi feito o melhor possível para agradar a gregos e troianos, nem sempre conseguindo, mas entregando um desfecho satisfatório e extremamente válido para essa história de sucesso sobre a família Skywalker e suas contribuições para a paz na galáxia.

E você, o que achou de Star Wars: A Ascensão Skywalker? Conta pra gente nos comentários!


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