À princípio, quem assiste The Fall imagina que é uma história policial processual nos moldes tradicionais do gênero, mas não é.

Duas coisas perturbam esse preconceito. Poucos minutos após o início da história, sabemos quem é o assassino e até simpatizamos com ele. Em segundo lugar, a policial não tem nenhuma amargura ou problemas dramáticos. Em vez disso, Gillian Anderson faz a detetive superintendente Stella Gibson, uma das mulheres completas e bonitas que você encontrará na televisão.

Ok, mas o que The Fall tem de tão atraente? Supomos que seja o seu ar inovador. Há uma semelhança secreta entre Stella e Paul Spector, o assassino. Começa nos hábitos: ambos são atléticos – ele corre; ela nada. Eles são solitários e intelectuais. Sua crença na inteligência é o que os torna inalcançáveis. Ambos valorizam rituais de preparação.

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Apenas o vínculo não dito é o mesmo de tantas histórias de mistério: a detetive tem que aprender a pensar como o assassino. O assassino está jogando um jogo em que a investigadora é seu parceiro natural. As duas figuras compartilham um conhecimento terrível do mundo.

The Fall levanta a questão da suspeita sobre a natureza humana

Sozinha em seu apartamento, Stella poderia ser a próxima vítima ou outra assassina. Não é que alguém seja suspeito ou não. A questão que os episódios levanta é que é da natureza humana que devemos suspeitar.

Os alvos do assassino são mulheres atraentes, educadas e profissionais que moram sozinhas. É como se elas fossem a corte da qual a policial de Gillian Anderson é a rainha.

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A estrutura e direção da série funcionam nesse princípio. As ações dos dois personagens principais são cortadas juntas. Muitas vezes, em close, eles parecem estar olhando um para o outro.

E embora possa não ser suficientemente realista ou plausível, a aparência de Anderson é vital para o enredo. Há momentos em The Fall em que um telespectador atento desenvolverá a sensação de que a coragem ou imprudência de Stella está deliberadamente colocando sua própria vida em risco. Ela não é a vítima final que Paul pode imaginar?

Uma das melhores coisas sobre a série é que Paul não é um psicopata solitário e esquisitão. Ele é um pai com dois filhos que o adoram; felizmente casado e tendo relações sexuais prazerosas com sua esposa. Em contrapartida, Stella não tem família, não tem história, não tem apoio – exceto pelo policial que ela liga quando quer sexo.

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Talvez essa solidão que falte no assassino e sobre nela seja proposital. Ela tem que ir caçar assassinos, assim como Paul tem que continuar fornecendo material para ela.

 

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