O diretor Mike Schur pode ser, provavelmente, considerado como o mais bem-sucedido no mundo das sitcoms dos últimos anos. Produtor de The Office, e criador de Parks and Recreation e Brooklyn Nine-Nine, todas com excelente repercussão crítica e de público, Schur traz um jeito atual de fazer comédias, apostando em um conteúdo “Good Vibes”, que aparentemente segue agradando. E é nessa linha que segue sua criação mais recente, The Good Place.

Lançada pela NBC em 2016 e exibida, simultânea e semanalmente, pela Netflix, a série conta a história de Eleanor Shellstrop, interpretada por Kristen Bell (Ressaca de Amor), que após morrer é recebida no “The Good Place” (O bom lugar), por Michael (Ted Danson). As questões básicas sobre essa experiência são sanadas no primeiro episódio. O “The Good Place” é um vilarejo habitado pelas melhores pessoas que já habitaram o planeta terra. Cada centímetro do local é pessoalmente adaptado aos recém-chegados, desde os lares e restaurantes, até os pares românticos de cada um. Eleanor, por sua vez, tem como “alma-gêmea” o professor senegalês Chidi Anagonye (William Jackson Harper). Tudo parece correr bem até a protagonista revelar um segredo ao seu par: ela foi confundida e não deveria estar ali.

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O desenvolvimento dos acontecimentos daí para frente é feito de maneira muito leve e bem-humorada. Eleanor pede a Chidi para tentar transformá-la em uma pessoa melhor. Porém Chidi é confrontado com dilemas éticos o tempo todo, como mentir e compactuar com uma pessoa de moral altamente questionável. Outros dois personagens são absorvidos pelo conflito, são eles Tahani Al-Jamil (Jameela Jamil), uma socialite filantropa britânica, e o monge budista que vive em voto de silêncio Jianyu (Manny Jacinto). Além de Michael, o arquiteto todo-poderoso do vilarejo, e sua assistente Janet (D’Arcy Carden) que está à disposição de cada habitante da vila para sanar qualquer dúvida ou materializar qualquer pedido.

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Esse universo parece mirabolante e sem-noção, e ele de fato é. Mas nada disso atrapalha a fruição da série, muito pelo contrário. Os personagens também estão sendo submetidos a essa maluquice completa pela primeira vez, então é fácil criar empatia com cada um e adentrar na realidade proposta. Todas as atuações são muito bem executadas, tornando naturais as características mais únicas e peculiares de cada personagem.

Seguindo a linha das outras produções de Mike Schur, The Good Place é um seriado inclusivo e diverso, porém sem parecer forçado em momento algum. Assim como em Brooklyn Nine Nine, questões de gênero e raciais são tratadas como devem ser: com extrema naturalidade. Não há grades discursos, não existe a tentativa de “lacrar”, as pessoas simplesmente coexistem em harmonia em suas diferenças (importante ressaltar que isso é diferente de ignorá-las). O diretor vem provando com suas obras que é possível, sim, fazer humor de ótima qualidade sem ofender parcelas da população, e mais ainda, agradando a todas elas.

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A série abraça seus absurdos e em momento algum se leva a sério demais, o que torna a experiência de assisti-la altamente agradável. Toca em assuntos humanos como pertencimento, bondade e relações pessoais, e por isso consegue ressoar com qualquer pessoa que se disponha a apertar o play. The Good Place está aí para ser assistida em família, entre amigos, sozinho(a), de bom ou de mau-humor, então se quiser dar uma chance, dificilmente irá se decepcionar.

 

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