A premissa de The Silence não inova tampouco surpreende. Depois de o absoluto sucesso do ótimo Um Lugar Silencioso, era de se esperar que surgissem produções com temáticas parecidas. Apesar de ter uma história bem similar, o filme da Netflix não consegue chegar nem perto da qualidade do longa de John Krasinski. Mas não devemos fazer comparações. Mesmo com um enredo pouquíssimo inovador, The Silence consegue trilhar um caminho próprio.

O filme de John R. Leonetti (Annabelle 2) começa com uma expedição mal sucedida em uma caverna, na qual ocorre um deslizamento, e diversas criaturas, que mais parecem morcegos monstruosos, são libertadas. Começa, então, um ataque em massa, que resulta em milhares de mortes e na destruição de diversas cidades dos Estados Unidos. Tudo se torna um verdadeiro caos. Ally (Kiernan Shipka) e sua família têm que encontrar um meio de sobreviver. Mas eles têm uma vantagem: a adolescente perdeu a audição aos 13 anos, então todos estavam adaptados a viver em silêncio. Mas as chamadas “vespas” não são a única ameaça: uma espécie de “culto religioso” enxerga em Ally uma chance de sobrevivência e tentará, a todo custo, sequestrá-la.

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A direção talvez seja o ponto mais negativo do filme. É ruim e poucas vezes consegue fazer um bom trabalho. As tentativas, quase a todo momento, de instaurar uma atmosfera de terror, falham na grande maioria das vezes. Raramente, há momentos de suspense e tensão no filme. As criaturas não assustam e aparecem praticamente o tempo inteiro, o que tira completamente o suspense. Nem mesmo a aflição de quando elas vão atacar consegue ser mantida, porque o silêncio é quebrado muitas vezes. Se elas são atraídas pelo som, por que não aparecem quando escutam um tiro? Ou quando a família de Ally está cochichando dentro de casa?

Este não é o único buraco no roteiro e na direção: a ideia do tal “culto” é interessante, mas pouquíssimo trabalhada. Ela é simplesmente “jogada” no filme. O espectador fica sem saber direito quem são aquelas pessoas e o que elas querem de fato com a personagem de Kiernan Shipka. A direção consegue acertar nos momentos finais, quando, enfim, instaura, com competência, o clima de suspense e tensão necessário a um filme de terror.

A fotografia não se destaca no longa. Não consegue criar a atmosfera de terror necessária para a história, com exceção do final, no qual ela consegue, com competência, deixar o espectador apreensivo, graças à pouquíssima iluminação. As atuações não se destacam, mas são boas e conseguem ser a melhor parte do filme. Kiernan Shipka nos mostra uma atuação convincente, delicada, com poucas expressões, necessária para um filme como esse. Miranda Otto (Kelly) também tem uma atuação convincente, assim como Stanley Tucci (Hugh) que nos mostra um personagem inteligente e que fará de tudo para salvar sua família. Pode-se dizer que levam o filme nas costas.

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The Silence corre demais com os acontecimentos, principalmente do meio para o final. Talvez, se tivesse um pouco mais de tempo, conseguisse entregar uma obra de melhor qualidade. O filme não consegue passar veracidade em diversos momentos (mesmo com o ótimo elenco), e isso se deve à direção fraca. The Silence, talvez, consiga obter sucesso e atrair o público, pelo fato de ter um elenco conhecido (inclusive com a grande estrela da série O Mundo Sombrio de Sabrina, Kiernan Shipka), mas é um longa fraco e esquecível, com raros momentos interessantes.

 

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