Thelma e Louise é um filme estadunidense de aventura e drama lançado em 1991. A direção do longa foi de Ridley Scott. No elenco do filme temos Susan Sarandon, Geena Davis, Harvey Keitel, Michael Madsen, Christopher McDonald, Stephen Tobolowsky, Brad Pitt, Timothy Carhart, Lucinda Jenney, Jason Beghe, Sonny Carl Davis, Shelly Desai, Ken Swofford, Carol Mansell e Stephen Polk.

Famoso por ter sido inovador para a época, o longa traz a liberdade feminina como tema principal e com certeza é um clássico que todos deveriam um dia assistir.

Enredo

O filme acompanha duas amigas, Louise (Susan Sarandon), uma quarentona que trabalha como garçonete e vive um relacionamento conturbado com o músico Jimmy (Michael Madsen) e Thelma, que é casada com Darryl (Christopher McDonald), que deseja que ela seja a perfeita dona de casa. Certo dia, cansadas da vida que levam, as amigas decidem pegar a estrada para fugir da rotina e terem um final de semana de férias. Mas as coisas acabam não saindo conforme planejadas e as férias tranquilas se transformam em uma verdadeira perseguição policial.

Thelma e Louise levou o Oscar de Melhor Roteiro Original em 1992, sendo ainda indicado para outras quatro categorias (Melhor Atriz, Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Montagem).

Thelma e Louise (Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer)

Elenco e Personagens

Um dos grandes destaques do filme para a época é o fato de trazer atrizes como protagonistas, em um gênero até então pouco estrelado por mulheres. Geena Davis e Susan Sarandon brilham em seus papeis e a química entre as duas é algo lindo, de forma que todas as cenas transbordam amor e cumplicidade.

Thelma, personagem de Geena Davis passa por um grande amadurecimento no filme, mudando totalmente seu perfil e surpreendendo o público. Apesar de a trama ser uma aventura de poucos dias, podemos ver o quanto ela foi impactada pelas experiências vividas no longa.

Outro destaque bem interessante é para a personagem de Brad Pitt, o jovem J.D.. Você sabia que esse papel quase foi de George Clooney e William Baldwin? Mas cá entre nós que Pitt ficou ótimo na pele do personagem e no fim foi uma ótima escolha.

Thelma e Louise (Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer)

Direção e Fotografia

O fato do longa ter sido indicado ao Oscar de Melhor Fotografia já diz muito sobre a qualidade que você vai encontrar nele. As cenas são muito bonitas e bem construídas, além de coloridas e vivas. Vemos belas paisagens do Arizona e, não podemos esquecer, do Grand Canyon que dá um toque perfeito ao final do filme. Ridley Scott sem dúvida fez um ótimo trabalho.

Ainda falando sobre direção, Ridley Scott tem o costume de permitir que os atores improvisem alguns detalhes em seus filmes. Essa técnica rendeu o famoso beijo, que ocorre no final do filme, uma ideia que veio por parte das atrizes e surpreendeu a todos, principalmente por a cena ter realmente entrado no filme.

Thelma e Louise (Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer)

Cenografia e Figurinos

Nesse filme, cenografia e figurinos não ficam de lado, pois cada detalhe é levado em consideração. Os looks das nossas protagonistas dizem muito sobre suas personalidades e também sobre a transformação que elas vão sofrendo no decorrer da trama.

Louise é muito estilosa, despojada e confiante, podemos notar isso logo que vemos seu visual para a viagem. Ainda sim, conforme ela se desgasta com toda a situação que passa, ela vai deixando essa postura imponente. Já Thelma é meiga, quieta e sutil. Seus looks se transformam na mesma medida que sua personalidade, então é muito legal ver toda essa variação durante a trama. Os cenários são lindos e juntos à fotografia concedem ao filme um toque de aconchego que o torna ainda mais especial.

Thelma e Louise (Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer)

O final do filme – ATENÇÃO: SPOILERS!!!

O final de Thelma e Louise é triste, surpreendente, realista e libertador. Tudo ao mesmo tempo. Isso porque depois de estarem cercadas por policiais na beira do Grand Canyon, elas percebem que não há mais saídas, terão que se entregar.

Durante o filme, elas se questionam se viver vale a pena quando não se tem liberdade, tanto a liberdade física, como também a liberdade de ser quem se quer ser. Esse processo de libertação foi mais notável em Thelma, que deixou sua vida pacata de dona de casa, casada com alguém que não a amava e só a proibia de viver e passou a arriscar, fazer loucuras e se encontrar. Em uma cena, ela comenta que pode ter nascido para roubar bancos, o que não é verdade, pois ninguém nasce para roubar. Mas ela queria viver sentindo o prazer de ser livre e, naquelas circunstâncias, ser livre era associado aos crimes que cometeu.

Thelma sugere que Louise siga em frente, pise fundo, e assim ela faz, levando as duas em direção ao Grand Canyon. O que para muitos pode ser visto como uma morte horrível, para elas era a única forma de serem livres.

Thelma e Louise (Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer)

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