Sinopse

Em uma fazenda nos Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

Resenha

O segundo longa dirigido por John Krasinski chega aos cinemas depois de uma ótima recepção no Festival SXSW com a promessa de ser um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos.

O filme, que acompanha a família liderada por Krasinski e Emily Blunt, possui um início morno, com o objetivo de desenvolver a dinâmica familiar e os personagens, se tornando um pouco arrastado pela ausência de diálogos falados e o pouco aproveitamento da linguagem em sinais.

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O desenvolvimento do filme, no segundo e no terceiro ato, ganha frescor e dinamicidade ao deixar as dinâmicas familiares de lado e explorar melhor as questões do mundo silencioso e de como sobreviver a ele, e traz um ar novo ao gênero já saturado de terror.

A criação de mundo do filme é espetacular, consequente dos detalhes da direção de arte e da direção nos pequenos objetos e adaptações na vida dos personagens na busca pelo silêncio absoluto.

O longa cria de maneira extremamente triunfal a tensão e o suspense do filme, principalmente pelo uso da trilha sonora ou da ausência dela, criando momentos que deixam o telespectador investido na trama e na expectativa do que irá acontecer.

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Roteiro Fraco

Entretanto, o filme não atinge o potencial emocional e dramático esperado, consequente de um roteiro fraco no desenvolvimento das questões individuais de cada personagem, gerando um clímax emocional com pouco poder no público.

O diretor mostra talento na maneira com que guia a trama alternando a visão das crianças e dos adultos e com que insere na subtrama temas como a inclusão dos surdos, a paternidade e a culpa.

Elenco e Atuação

O elenco consegue trabalhar no roteiro, mas não são atuações que emocionam ou que se tornam memoráveis, com exceção de Emily Blunt, que consegue transmitir o amor, a culpa, o medo, e a responsabilidade de ser uma mãe e ter que criar seus filhos na base da sobrevivência.

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Portanto, Um Lugar Silencioso é uma experiência sensorial gratificante por trazer inovação e frescor a um gênero saturado e que aposta sempre nas mesmas fichas. Com uma direção certeira e uma criação de mundo sensacional, o filme cria tensão e suspense na base da expectativa e não de jump scares e monstros.

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