Uma Mente Brilhante, drama de Ron Howard, nos conta a história do matemático John Forbes Nash (Russell Crowe). No começo, já somos inseridos diretamente no momento em que um professor apresenta o curso aos alunos. Trata-se de um doutorado que significa muito para John e que o leva a uma dedicação excessiva.

Por fim, ele consegue montar sua tese analisando como jogos e rivalidade podem ser utilizadas para a compreensão de questões econômicas. Posteriormente, tal tese lhe rende um prêmio Nobel. Mas, no meio tempo em que tudo isso acontecia, ele desenvolveu esquizofrenia e teve seu relacionamento abalado.

Brigas com os colegas da faculdade, a construção de sua tese, o casamento com Alicia (Jennifer Connelly) e a esquizofrenia. Toda a essência da história de Nash está no filme. Mas confesso que muitas das alterações feitas nos eventos, ou na ordem deles, incomodam. Coisas essas que não fizeram do filme pior, mas que poderia ter feito dele melhor.

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O roteiro de Uma Mente Brilhante não foi uma boa adaptação

O filme é muito instigante. Em nenhum momento a narrativa mostra-se monótona e é realmente um drama muito bom de ser visto. Mas houve falta de responsabilidade histórica, de responsabilidade com a história de Nash.

E, como disse anteriormente, a ausência desses elementos não abalou o roteiro de Akiva Goldsman. O filme é realmente muito bom. Porém o exemplo de algo que faltou foi o fato de o filho de John e Alicia sofrer de esquizofrenia. Poderia ter sido mais um drama adicionado. Mas não foi.

Além disso, a direção de Ron Howard é um destaque em tanto. Não há o que reclamar dela.

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Sobre o visual e a atmosfera de Uma Mente Brilhante

O filme tem um visual muito legal. Desde os cenários, que mostram, em grande parte, a Universidade de Princeton, até os figurinos dos anos 50. Tudo foi muito bem trabalhado gerando uma ambientação linda. Sem dúvidas o espectador consegue perceber a época em que se passa.

Já no quesito fotografia não há muito o que ressaltar a não ser o fato de a película ser muito amarelada. Pode causar um pouco de desconforto no início, mas nada muito revelante.

O trabalho de elenco do filme

Russell Crowe, o filme é todo sobre ele e a forma como ele transmite cada característica de Nash é encantadora. Tanto nos momentos de timidez do personagem, quanto nos de surtos esquizofrênicos, a atuação foi impecável.

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O outro nome é o de Jennifer Connelly, que inclusive foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por esse projeto. E muito merecido. Todos os sentimentos de Alicia pudem ser sentidos através dela.

Ambos são personagens que cativam, assim como o resto do elenco. Tudo isso traz ao filme uma atmosfera única no quesito atuação. E, junto à direção e roteiro (mesmo falho), Uma Mente Brilhante conta uma história intrigante e envolvente.

 
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