Uma Tarefa Maluca é uma comédia indonésia, dirigida por Sammaria Simanjuntak e estrelada por Gading Marten, Dian Sastrowardoyo, Faradina Mufti e Boris Bokir. Estreou na Netflix no dia 17 de agosto e tem classificação indicativa de 12 anos.

Enredo

Taat é um homem trabalhador e que tem um objetivo na vida: ganhar muito dinheiro e não morar em seu vilarejo, muito menos na casa do pai. Mas a vida não é fácil para ele, que se vê sem emprego, sem dinheiro, sem casa e obrigado a morar com o pai, novamente. Desesperado atrás de um trabalho, ele aceita ser professor substituto da escola do vilarejo, durante um mês. Seria um período de teste, de transição, até ele conseguir o emprego dos sonhos em um cruzeiro.

O único problema: ele não era um professor, não tinha nem formação para isso. Ainda assim, não se sabe como, a diretora da escola o aceita e ele começa a dar aulas de História. No dia do pagamento dos professores, a escola é assaltada e os ladrões levam todo o dinheiro. Taat se junta a outros três professores para tentar recuperar o dinheiro, mas o chefe da quadrilha é muito mais perigoso do que eles imaginam. O protagonista, que antes dizia detestar professores (por conta do pai, um professor), percebe ser apaixonado pelos seus alunos e pelo ensino. 

O roteiro é muito simples e, mesmo com algumas limitações, é bem escrito: os personagens têm desenvolvimentos interessantes e, apesar de ter, em sua maioria, piadas um tanto sem graça, o filme consegue arrancar boas risadas. Se o roteiro não insistisse nessas piadas toscas, teria mais qualidade. As situações são divertidas e, algumas vezes, absurdas. O desenvolvimento de algumas cenas é risonho e até difícil de acreditar. Não dá para saber se foi proposital ou se o diretor quis realmente usar um pouco do besteirol e do absurdo. De qualquer forma, é hilário.

A narrativa ajuda bastante no desenvolvimento do filme: bastante fluida e dinâmica, consegue prender o espectador. Não enrola, não se torna cansativo, tudo é bem desenvolvido e com um tempo bom em cada cena. O filme tem um pequeno plot twist com uma personagem, que não funciona muito bem, mas chega a surpreender. O ato final é extremamente exagerado e bagunçado.

Elenco e Personagens

Os atores, em sua maioria, fazem um trabalho razoável. Muitas caras e bocas, atuações exageradas, mas que se encaixam na proposta do filme e, no fim, até que dá certo. O elenco tem química e trabalha bem junto.

Taat (Gading Marten) faz tudo que pode para conseguir dinheiro e se virar. Teve todos os empregos possíveis, até como mágico ele já se arriscou. Mas, infelizmente, nenhum parece dar certo. Ser professor nunca passou pela sua cabeça, muito pelo contrário: não se dava bem na escola e nunca gostou de professores, muito por conta de seu pai, que lhe cobrava demais, justamente por ser professor. É um personagem bem desenvolvido e muito bem interpretado por Marten. O ator tem muito carisma e, apesar do jeito irritante de Taat (algumas vezes), por conta de suas piadas super sem graça, ele tem uma atuação muito engraçada e consegue fazer o público dar algumas risadas. Tem um ótimo timing cômico e nos momentos de maior carga dramática também vai bem. 

Faradina Mufti interpreta Rahayu, secretária e professora de matemática da escola. É uma mulher determinada e muito corajosa, que cuida sozinha de seu irmão mais novo. É uma personagem interessante, que poderia ter sido mais trabalhada. Mufti faz um bom trabalho e sua atuação é bem convincente. Ela se destaca, ao lado de Marten. Sua relação com Taat é bem desenvolvida e os atores têm química em cena. 

Dian Sastrowardoyo (Nirmala) e Boris Bokir (Nelson Manulang) não se destacam tanto quanto os outros dois, mas tem atuações razoáveis. Eles dão conta dos papéis e entregam personagens bem engraçados. Assim como Marten, suas atuações são mais exageradas do que as do resto do elenco, e funcionam.

Direção e Fotografia

A direção faz um bom trabalho, dentro do possível. Os atores são bem dirigidos, tanto nos momentos cômicos e exagerados quanto nos dramáticos. O exagero, presente em algumas cenas, funciona e deixa o filme ainda mais engraçado. A direção utiliza o recurso do narrador (o próprio Taat) para contar algumas coisas sobre o protagonista, o que é interessante, mas, algumas vezes, não funciona, porque ele conta até demais.

A montagem das cenas segue a linha dos filmes de comédia, mas ainda é um pouco diferente dos filmes norte-americanos que estamos acostumados. A fotografia tem muitos tons em vermelho, verde e, principalmente, amarelo, bem quentes e vibrantes. 

Cenografia e Figurinos

A maior parte do filme acontece dentro da escola, mas há algumas cenas na casa de Taat e em uma oficina mecânica. O figurino não é muito diversificado: tanto os alunos quanto os professores usam uniformes, na escola. Fora isso, Taat, antes de ganhar seu uniforme, utiliza camisas e calças sociais. Parte do figurino também remete à cultura do país. 

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