Café, chá ou ele? Esse é o problema que a comissária de bordo Montana Moore (Paula Patton) enfrenta em Voando Para o Amor. Ela está determinada a aparecer no casamento de sua irmã com um noivo, custe o que custar.

É possível rir de sua mãe (no 5º casamento) dizendo que uma garota se torna uma dama apenas quando ela se casa antes dos 30 anos (Montana está quase lá); e só se torna uma mulher depois que ela tem dois filhos pelo menos. Então, Montana acaba tendo muito o que fazer em menos de 30 dias.

Voando Para o Amor, do roteirista e diretor David E. Talbert, é uma comédia romântica tão leve e sem pontos fortes que você quase espera que ela saia flutuando.

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Voando Para o Amor é tão “leve” e morno que ironicamente parece flutuar

Isso só não acontece porque está ancorada por uma performance vitoriosa e incansável de Patton. A atriz (maravilhosa, diga-se de passagem) encontra o centro suave de uma personagem que, em outras mãos, poderia ser vista como alternadamente ditativa e manipuladora.

Montana pede a ajuda de seus melhores amigos, as comissárias de bordo Gail (Jill Scott) e o estereotipicamente gay Sam (Adam Brody). Seu plano: acompanhar todos os ex-namorados que já teve através de suas reservas de passagens de avião. Com isso, ela veria qual valeria a pena investir.

Se parece uma ideia estúpida? Bem, é. Essa é uma daquelas comédias românticas que contam com coincidências e mal-entendidos que poderiam ser esclarecidos com uma simples ligação de celular, mas isso não ajudaria o “enredo”.

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Este é também um daqueles filmes em que o sobrenome de todos significa alguma coisa, talvez o pior clichê da escrita. Montana Moore quer mais para a vida dela, entendeu? Sua melhor amiga é Gail Best.

Não em um filme colorido que persegue teimosamente uma política de previsibilidade. Patton, no entanto, mantém as coisas interessantes. Em alguns pontos ela consegue transformar o “mais do mesmo” em algo com entusiasmo. Seu charme segura a trama enquanto sua personagem passa de um encontro ruim atrás do outro.

Vale a pena assistir? Sim, vale. Para quem gosta de um entretenimento que não precise fazer muito sentido, Voando Para o Amor é uma boa pedida. É o tipo de filme bem “Sessão da Tarde”.

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